domingo, 9 de junho de 2013

Lançamento da Coletânea Meus Amigos Bebem Muito Café CIAM SP - 08/JUNHO/2013


Sábado de outono na zona leste de São Paulo, depois de alguns cafés e 2 ônibus, cheguei no CIAM para o evento de lançamento do volume 4 da coleta Meus Amigos Bebem Muito Café. Ansiedade foi muita.
Primeiro, porque foi o primeiro evento do zine, distro, blog, selo e futuramente editora M.A.B.M.C. Segundo pois além da expectativa de todas as bandas colarem, cumprirem o cronograma pra não atrasar o lado de ninguém e conseguir ajudar a galera que não conhecia o lugar, chegar de boa no pico. Segundo porque era o primeiro show da banda Kick To Hell, idealizada pelo meu amigo Douglas e a Carol, motivo de eu deixar de lado o comodismo musical e tentar aprender a tocar baixo.
Rogerio Art Till Death expondo seus trampos

E confesso pra quem acompanha meus projetos que valeu muito a pena. Seja pelo suporte da casa CIAM na figura do grande Dimas, que deixou todos a vontade e até curtiu os Raps “vida loca” que mandei na discotecagem, seja na figura do querido Marcello Kaskadura, brother de milianos e que eu tenho a certeza que será por todo o sempre, que além de ser meu parceiro de banda ( tocamos juntos no Cannibal Coffee) ,  fez todos os corres possíveis pro evento rolar, e acima de tudo seja pelas bandas todas que prestigiaram o rolê e tocaram com puta vontade e atitude, além do grande Rogério Art Till Death que gentilmente atravessou a cidade com seu gps e foi expor os belos trampos dele pra galera, tudo só veio reafirmar minhas convicções acerca do faça você mesmo.
Banquinha de materiais alternativos nunca pode faltar

O evento começou com Thaide e DJ Hum nas pick ups e depois veio o Punk clássico do 90 Em Chamas no palco que iniciou as apresentações da tarde com seu som cheio de energia e vibração. Foda ver o Jonas Tarota na ativa, desta vez, mandando ver nas baquetas. A banda toda é foda e eles estão fazendo um trabalho de muita responsa.
90 em chamas

Depois de mais sons inusitados foi a vez da Kick To Hell fazer seu debut. Fudido tocar com meus amigos, e seremos sempre gratos pela força do Diego (Atos de Vingança, Cannibal Coffee e outras zilhões de bandas que não irei lembrar) que emprestou o baixo e a guitarra, e ao Marcello que deu suporte na batera. Infelizmente roubaram os instrumentos da banda dias atrás e talvez nem tocaríamos. Valeu de coração por tudo.
Kick To Hell
 O show do Kick To Hell foi ainda mais rápido do que o costume, deve ter sido a adrenalina hahahahha. Tocamos os 5 sons da nossa demo, abrindo com Kamikaze Suicida, música que provavelmente seja regravada em uma nova versão de 15 segundos para um projeto desenvolvido pelo guitarra da banda, Douglas. Em breve falarei mais a respeito deste projeto que se trata de uma coletânea com sons de 15 segundos.
Vingança Cannibal To Hell

Claro que algumas vezes, algo atrasa e não sai como planejamos, isso é da vida. Como o pessoal de uma das bandas ainda não tinha chegado em sua totalidade, de última hora para preencher o vazio, rolou uma jam session entre membros do Cannibal Coffee, Atos de Vingança e Kick To Hell e foi formada a quadrilha (na verdade trio) Vingança Cannibal To Hell, com Kaskadura esmurrando a batera, Diego vomitando os vocais e tocando o terror na guita e Luis sangrando os dedos no baixo. Insano!

Na sequência rolou a discotecagem grunjona e hc na veia da Carol, mandou bem com Nirvana, Dead Kennedys no talo e muito mais.
Hollowood


 Serviu para aquecer a apresentação seguinte: Hollowood! Bem legal o som dos caras, já tinha uma galerinha lá pra ver os meninos que fizeram um som que me lembrou umas nuances emo old school quando era legal falar que algo era emo. Eu odeio rotular as coisas, então pense na palavra rock e tá tudo certo.
Shimbaus Trio

Chega a vez do Shimbaus Trio, de Diadema pro mundo,cara! O som deles é bem antenado, mas isso não quer dizer que eles se importem com tendências ou algo assim. Pelo menos eu senti que eles tocam com sinceridade e coração, e fazem um som de muita qualidade e sentimento. Rolou um cover de Noção de Nada no set dos caras!
Lord Groselhator

O clima começou a pesar (no bom sentido! ) quando o Lord Groselhator começou tocar o terror em forma de metal, black, grind ou sei lá o que hahahah . Porra, fantástico! achei sensacional este projeto que reúne um pessoal da velha guarda, como o Maxx Soto, com quem já tive o prazer de dividir o palco nos anos 90 quando ele tocava no Toy Confusion. Rápido, bruto e pesadão pra acordar até defunto. Puta show.
Doppelgangers

Doppelgangers é outra puta banda! Senti a pegada Cap N’ Jazz desde o início, e o público se divertiu pra caralho com eles. Um detalhe que eu achei interessante no decorrer do evento, mas que num primeiro momento confesso que não simpatizei, foi o fato da apresentação das bandas ocorrer exatamente dentro da sala do estúdio. Na verdade, não influi em nada, e eu particularmente achei ainda mais legal. A porta tava aberta, então era só entrar fi! E o pessoal curtir face a face com os Doppelgangers! Valeu Marcelo e a banda toda, super simpáticos e compreensivos com lance de horário e tudo mais. Final fugaziano foi épico!
We Are Piano

Chega o We Are Piano com seus milhares de pedais e acompanhados de 50 mil manos, fazendo a alegria de todos os presentes no CIAM. O barato foi louco e fiquei muito empolgado com a energia dos guris e a vibe da galera, showzão!
Blues DrivE Monster


Acompanhei apenas um trecho da banda seguinte,mas foi o bastante para sacar o motivo do sucesso do Blues Drive Monster, que fechou o bang com chave de ouro, com todo mundo dançando, pulando, sorrindo e mostrando que 2, 3, 4, 10 corpos ocupam o mesmo espaço sim, e mandando ver num rock visceral e de qualidade, como todas as bandas presentes.
Galera no rolê

Independente do estilo de som, quebrada que cada um vinha, foi tudo na paz, deu tudo certo. Tive um retorno muito positivo, das bandas, do pessoal que veio falar comigo sobre futuros projetos, enfim, vislumbrei sem grandes expectativas este evento antes de colocar em prática e tive um retorno sensacional. Éo melhor tipo de retorno que você pode ter quando faz algo puramente por ideologia e vontade de movimentar algo, misturar pessoas diferentes, entrar em contato com outras realidades. Este retorno é a sensação de que tudo deu certo. Espero não parar por aqui e fazer sempre melhor, pra que tudo sempre role na vibe da positividade e confraternização.

Obrigado bandas, CIAM, Marcello Kaskadura, bandas que não puderam tocar, pessoas que foram, pessoas que não foram mas ajudaram, Diego Atos (gratidão enorme mano), Jonas que fez o corre dos CDs, bandas, amigos das bandas, quem colou e não conheço, meus amigos e amigas que foram lá e andaram 40 minutos a pé, caraio, só quem é ein Iane?
Com carinho, valeu mesmo.
Luis Coffee



terça-feira, 14 de maio de 2013

SAIU! MEUS AMIGOS BEBEM MUITO CAFÉ VOLUME 4!!!

Finalmente tenho a honra de realizar a quarta edição da coletânea mais cafeinada do underground brasileiro.
Muita coisa bacana rolando em diversas partes deste país imenso, isso é foda.
Quero agradecer todas as bandas que participaram do projeto, as bandas e pessoas que manifestaram o desejo de realizar eventos de lançamento da coleta em cidades diversas, as bandas que tocarão no evento do dia 08/06 que rolará no CIAM ( todas infos neste link http://www.facebook.com/events/531270996931913/)
flyer do evento

 ao Jonas ( 90 em chamas), Dimas (CIAM), Marcello Kaskadura (Subexistência- Cannibal Coffee- Atos de Vingança- Crônicas Marcianas- Sebo Última Quimera) Heder Honorio ( The Book Zine - Cannibal Coffee) e todos que ajudaram de qualquer forma.
O set list é o seguinte:

1-      DOPPELGANGERS- Veggie Ham on Rye
2-      MENOS 3 – Nascido nisso
3-      CANNIBAL COFFEE- Nietzsheria
4-      KICK TO HELL- Kamikaze suicida
5-      MAD BADS – Six Pack
6-      SAMERLI- cine favela
7-      HOLLOWOOD  - Bordeaux Waltz
8-      CHACAL- contramão
9-      LA BURCA- kid kid kid
10-   SAD GIRLS POR VIDA – Talita e o pé de moça
11-   TOPSTURVY- Trash
12-   Banda C.I.A- Vou te dizer aqui
13-   ANGRY – only eyes
14-   ELEVEN STRINGS- not the only one
15-   POLLUX E CASTOR- centopéia
16-   BLUES DRIVE MONSTER- the universe
17-   90 EM CHAMAS- o povo nas ruas
18-   MANO ROBSON- cotidiano das ruas
19-   JACK’S REVENGE- cartas marcadas
20-  AUTOBONECO+< - LESS LOVE, MORE CARE
21-   SHIMBAUS TRIO- Castanhos
22-   WE ARE PIANO – Cemetery guns
23-   MIND MOVIES – ainda não começou
24-   GARRAFA VAZIA – A Vida É Muito Bela
25-   LADO LESTE ALERTA- S.S.N
26-   GI LUERSEN – Brilha, Brilhava
27-   THE COFFEE MAKERS IS INTA HOUSE-  fumaças de cigarros
28-   EXREBANHO – base (demo)
29-   LINGUA NEGRA- Ânsia
30-   SURFACE - Outro engano
31-   RESTOS  DE ABORTO – Sonho Revolução
32-   PROTESTANTES HC – denuncie
33-   DORA – velha nova rotina
34-   CAPÂNEO - Corja de Ventríloquos
35-   JAMES RICOTSKI – GirlNextDoorIsSoFuckinHot
36-   NEGATIVE CONTROL – seja bem vindo
37-   LORD GROSELHATOR -Mankind's slaughterhouse
38-   ARTIGO DZ9- Despertar


Valeu a força, forte e grande somos nós.
Abraços, Luís Perossi
Baixe no link: http://www.mediafire.com/?5zk1izz0alnd9lh
arte feita pelo marcello kaskadura, imprima e monte o seu cd! = ) 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

BANKSY GUERRA E SPRAY- a verdadeira arte está nas ruas...

  Houve um tempo em que a arte era algo restrito às elites. Aliás, houve um tempo em quem a arte seguia um padrão estético fincado nos parâmetros do classicismo Greco-romano. Parâmetros estes, retomados ferozmente pelos europeus renascentistas posteriormente.
   O elitismo, no qual me refiro, perdura até hoje, isto é fato. No entanto é inegável também que o acesso às artes mais clássicas e caras do universo é bem mais amplo e outros tipos de arte ( embora muitas vezes relegadas ao segundo plano e tidas como “inferiores” àquelas que permeiam grandes galerias) coexistem.
a arte de BANKSY

   Precisamente, me refiro ao graffitti,que enquanto arte sim, dividiu espaço com outras obras “clássicas” ou mais convencionais, digamos assim, mas que, muito embora seja hoje vista com uma visão mais aceitável perante setores da sociedade que outrora condenavam todo e qualquer grafite como “crime”, ainda é visto com certa desconfiança.
   A arte é pesada, e pode ser feita do povo, para o povo e alheio à elite. A arte é punk e underground, e pode ser exposta na maior galeria ao ar livre do universo: as ruas.
   A arte pode incitar mudanças, questionar leis injustas, dogmas e levar à reflexão. Tudo isso, o anônimo Banksy  faz como poucos. Tido como gênio para muitos e só mais um para tantos, a verdade que a incógnita sobre sua identidade real e sua arte que aponta o dedo na cara das autoridades, desafiando a tudo e a todos, ganhou projeções inimagináveis. É bem provável que até aquele moleque fã de funk proibidão ,que mora perto da sua goma e só usa internet pra marcar uma ponta com as gurias no batidão ,ouvir funk escroto e comprar camiseta hollister já deva ter ouvido falar do Banksy, ou já viu algum stencil do cara jogado na net com aquelas frases feitas de facebook.
   E temos que concordar, o talento e ousadia de Banksy, fazem jus ao hype em torno de seu nome, mas não fica preso a ele como uma moda descartável. Uma arte de cunho social e provocadora, como a que ele faz, deixará de legado o protesto, puro e simples, como aquele do movimento punk que resistiu modas, tendências e tudo mais. Movimento, aliás, que dialoga de maneira muito próxima com a arte de Banksy.
   O livro “Guerra e Spray”, da editora Intrínseca, oferece em mais de 200 páginas um apanhado dos trabalhos feitos por este ativista das latas de tintas. Da ironia ao Copyrigth logo ao abrirmos o livro, à analogia dos ratos ( talvez uma referência ao artista que o inspirou, Blek Le Rat), e a verdadeira face da hipocrisia exposta no stencil de um defensor da moral e bons costumes dando uma “cheirada” , este livro soa como um alerta e inspiração.
trabalhos de BLEK LE RAT, apontado como influencia de Banksy

   Afinal, “vocês podem rir agora, mas um dia, estaremos no comando”, diz um dos trechos do livro, que apresenta pequenos textos e histórias acerca das imagens e diversas fotos que constam na obra. Essencial para admiradores de arte, arte de rua, stencil, graffitti, punks, skatistas, movimento hip-hop e cabeças pensantes.
   BANKSY na minha concepção têm algo de boca do inferno (Gregório de Matos) ao satirizar aquilo que nos condicionaram “respeitar” e “aceitar” como verdades únicas, como autoridades inquestionáveis. BANKSY faz poesia maldita e pinta com simplicidade, aquilo que todos vemos, sabemos e fingimos não saber, porque pega mal.
“Quando chegar a hora de partir, apenas saia andando calmamente e não faça confusão”. (Banksy)






sábado, 30 de março de 2013

PUNK NA PÁSkOA- HANGAR 110 SP - 29/03/2013 : MOLLOTOV ATTACK, ODIO SOCIAL, VENENO LENTO, ATROZ, ARMAGEDOM, DESERDADOS E AGROTOXICO

Friozinho de outono, feriadão prolongado e lá estávamos nós no metrô rumo a mais uma ediçãodeste consagrado fest organizado pelo Hangar 110 e Red Star records, o Punk na Páskoa. O grito de foda-se ao coelhinho capitalista.
galera prestigiando o punk na páskoa- hangar 110 sp

Os boatos sobre tretas no festival rolaram antes do evento em redes sociais ,mas ameaça de treta é fato comum desde sempre quando falamos sobre um rolê punk. No entanto, o que percebemos( ainda bem) foi uma verdadeira comunhão de amizade e respeito. Bem diferente de outros tipos de público, onde qualquer esbarrão é motivo pra desavenças.
Não ganhei ovos, mas assim que cheguei ganhei um cdzinho bem bacana dos caras. Hardcore brutal do Mollotov Attack. É o caso daquela banda que você sempre ouviu falar, mas nunca escutava. Escutei ao vivo e digo: empolgou. Mais uma boa banda que marca presença na cena!
mollotov attack: hc bruto e cd de graça pra galera
Uma rápida troca de palco e lá estava a banda sensação do hardcore punk Ódio Social. Foi o primeiro show com calma que pude ver dos caras, e a energia que exalam é tipo uma duracell infinita, não param nem um minuto.Destaque para a homenagem ao Redson-Cólera, com a canção "Motor Redson", realmente arrepiante! Vale lembrar que o Ódio Social, além de ser uma das bandas mais atuantes da cena, lançou recentemente um vinil, coisa fina mesmo! Em breve falaremos sobre ele aqui no Meus Amigos Bebem Muito Café.
Ódio Social : agitando o punk na páscoa
Chegou então a vez do Veneno Lento. Não conhecia também, som lembrou uma verve meio punk inglês com Hot Water Music só que mais simples. Gostei bastante e vou procurar conhecer mais sobre esta banda que fez um show empolgante.
Veneno Lento

O peso começou então, dar as caras no festival. Começando pelo Atroz, enérgico, pesado, punk e metal com fúria extrema.
Atroz
Em seguida, os mestres da mescla metal punk, o "the deathcore" do Armagedom, com Javier e companhia levando punks e headbangers à confraternização total. Paulada atrás de paulada deram a tônica do show!
Armagedom: the deathcore!!!
Após todo peso, o clima 77 voltou a reinar com os rapazes do Deserdados! Lambão, Celo e Favela, sabem como poucos, agitar o público, com letras que falam sobre diferenças socais, preconceito, e vários males sociais, transforamndo qualquer lugar em uma verdadeira festa. Celo parecia um maestro punk, e a cada som, o hangar 110 cantava junto, em plenos pulmões, como em 'Yo quiero ser libre".
Deserdados: yo quiero ser libre

Deserdados: maestros do punk!
A festa teve o Agrotoxico encerrando, no entanto, não pude conferir o show desta banda ícone do punk e underground, mas a se levar em conta o clima bacana que rolou, deve ter sido um show muito foda também. O festival continua hoje, conforme o flyer a seguir:
Até a próxima amigos e amigas cafeinados!







sábado, 23 de fevereiro de 2013

COLETÂNEA MEUS AMIGOS BEBEM MUITO CAFÉ VOLUME 4!!!

Salve galerinha do mal. Vez por outra o fanzine "Meus Amigos Bebem Muito Café" entra em campo para recrutar moças e rapazes que desenvolvam melodias próprias, independente de estilo, para somar na nossa Coleta que traça um panorama bem eclético do que rola de som em nosso udigrudi. Depois de um hiato, 2013 já começa com a edição #4.

Se você faz um som com violão, orquestra sinfônica, batuque,espancando gaiola, no gênero rock, mambo ou qualquer outra manifestação dita musical, é só se jogar. Pra quem conhece, as regras são as mesmas. Para quem não saca ou quer relembrar, se liga no passo a passo:
1- Reúna o seguinte material: música em mp3, uma foto da banda, um e-mail para contato e um release.
IMPORTANTE: A MUSICA DEVE VIR NO FORMATO: NOME DA BANDA -NOME DA CANÇÃO.
2- Juntou tudo? Envie para blackflagladoleste@gmail.com. No assunto coloque: COLETÂNEA VOL 4.
3- Aguarde nosso retornex! = )
TEM QUE PAGAR ALGO? NÃO
A COLETÂNEA É FÍSICA? NÃO, será disponibilizada de maneira virtual, sendo possível que cada banda  por sua conta, reproduza a capinha com um cd-r.
Esta iniciativa visa o intercâmbio das bandas e a chance de descobrirmos coisas legais que pipocam por toda parte do underground. Há ainda a possibilidade da sua banda ser entrevistada aqui no blog e sair no fanzine impresso depois.
Seguem os links das edições anteriores pra baixar:

V/A MEUS AMIGOS BEBEM MUITO CAFÉ VOL1:http://www.4shared.com/rar/HO8-YPhv/coletnea_meus_amigos_bebem_mui.html

V/A MEUS AMIGOS BEBEM MUITO CAFÉ VOL2 http://www.4shared.com/rar/g5D741Aq/coletanea_fanzine_meus_amigos_.html?

V/A MEUS AMIGOS BEBEM MUITO CAFÉ VOL3 http://www.mediafire.com/?1xolr8qg8a8nnya

Agora é com vocês! Abraços!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Rich Terror, Hangar 110, São Paulo 13/janeiro/2013

Pra começar o ano com os dois pés na porta. Assim eu defino a noite chuvosa de domingo com as bandas N.O.I.A, P.D.N, Taiko, Armagedom e o Rich Terror. Rich Terror, pra quem não sabe, é o Sick Terror com membros da formação clássica, que se reuniram nesta única apresentação histórica.
Todas as bandas, sem exceção , detonaram no palco, com muita garra e vontade. Todos presentes sabiam que era uma noite histórica. Foi arrepiante quando a intro do peste católica começou a ressoar no hangar 110.
Não dá pra falar muito.Tinha que estar lá pra sentir a vibe que rolou, coisa que não consigo traduzir em palavras. Fiquem com algumas imagens e videos desta data épica. " Quem é de verdade, sabe o que é de mentira".A essência do Sick Terror é só uma, e ela estava lá, neste dia.
noia

pdn

taiko
armagedom

sick terror

sick terror

sick terror

sick terror
SHOW DO RICH TERROR COMPLETO:


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Sub Existência - "Do kaos à utopia" CD

Pegar este cd e dar o play gerou grande expectativa. A intro de "Alienação extrema", totalmente "subliminar" já mostra a inteligência sagaz por trás do Sub Existência, banda que  marca com este cd denominado "Do kaos à utopia", seus 25 anos de luta e punk rock, no estilo clássico, onde cada canção soa como um hino.
Me lembrou muito quando peguei o "Pela paz em todo mundo", do Cólera. Disco pra você ouvir do início ao fim, acompanhando as letras do encarte ( super bem feito, por sinal) e cantando junto, ou batendo o pé. Esse lance de acompanhar cada letra do disco eu acho que não me ocorria desde a época  dos vinis do The Smiths.
O Sub Existência oferece neste play, um som cru, rock, mais pesado, sem perder a essência e o estilo próprio que a banda  conquistou durante os anos.Baixão marcante do Laduu, vocal do Waltão bem executado, e o Kaskadura descendo o braço na bateria. A receita infalível para agradar fãs de rock, de peso, de punk 77 ou de canções sinceras, independente do estilo.
São 12 faixas, trazendo uma versão sensacional de The Clash, "garageland", que aqui virou "Rock de garagem", uma regravação do hit maior do Sub Existência, "Fogo cruzado", entre outros petardos, como "Sob Condicional", com scratches e leve toque hip hop, e "Adaptado", meio post-punk com teclado.
Sem dúvida, um disco pra ouvir do começo ao fim. Vida longa ao Sub Existência. O punk rock não morreu.


contatos: http://www.facebook.com/pages/Sub-Exist%C3%AAncia/391579787539841?fref=ts