A faixa escolhida foi "República do Caos", com uma sonoridade que mais parece uma metralhadora com balas infinitas. Confere aí que é porrada do início ao fim!
fanzine que marcou presença circulando em caixas de correio por meio de selo social com cola em distintas localidades do país. para os saudosistas e cafeinados, a volta daquele que foi comprar cigarros e nunca mais voltou...
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
El Santo Asesino lança web clipe da faixa "República do Caos"
Está no ar o web vídeo da banda extrema que aponto como a revelação de 2014 na cena independente nacional. Me refiro aos guris sangue no zóio do El Santo Asesino.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
ELMA + AUTO - Centro Cultural São Paulo - 17 janeiro 2015
A quem interessar possa, é início de madrugada e minutos
antes de adormecer para recompor as energias e começar a semana “no grau”,
estou ouvindo “Fantômas” para dar uma “vibe” enquanto teço alguns breves
comentários sobre o show das bandas Elma e Auto, que rolou sábado no Centro
Cultural São Paulo.
Aos que desconhecem o Elma, eu arriscaria dizer que podemos
localizá-los como uma banda que partiu da mesma árvore genealógica que o Black
Sabbath, caso o Ozzy não existisse.
O instrumental dos caras é pesado, e muitas vezes a bateria
parece dar o tom e ser o carro chefe que direciona os demais passos (ou seriam
dedilhados, grooves e riffs?) dos demais instrumentistas.
O Elma na verdade
é um convite ao inusitado, ao fora do lugar comum, se revelando muitas vezes
como uma passagem pra outra dimensão sonora e artística, provocando a quebra de
muitos tabus musicais.
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| ELMA ( Foto do cel por Luís Perossi) |
Mas pode ser que você assista um show deles e não ache nada
disso também, vai saber, né?
Cada um é cada um, já dizia Thaíde e DJ Hum, filhão!
Depois do não menos que fantástico Elma, tivemos o não menos
provocador e brisante Auto. Vale lembrar que essas bandas são
do cast da Submarine Recs, do eterno 13ta
Fred. O Auto conheci numa das
coletas da Submarine, aliás, isso no
século passado, vai vendo...
E eu NUNCA tinha visto os caras tocando. E posso dizer que
me arrependo de não ter visto eles antes. O show do Auto é carregado de nuances
desconcertantes, e segue a linha instrumental também, podendo ser chamado de
post-rock, post-moderno do post-futurista e qualquer rótulo que todos (ou
grande parte) os que escrevem sobre música, imploram. Na verdade, rotular é
desnecessário, ainda mais no caso desses caras.
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| AUTO ( Foto do cel por Luís Perossi) |
Mas eu diria que o Auto é uma viagem que inclui ao invés de
vocais, grunhidos que remetem ao sofrimento da alma do ser humano, do moderno
ao primata. É como se os caras dissecassem a música em milhões de partes e
fossem costurando, reconstruindo, destruindo de novo, e assim sucessivamente.
É o tipo de show que você entra em introspecção e processo
de reflexão, e que cairia muito bem com uma dose extra de cafeína.
Se não conhece e gosta de umas paradas experimentais, se
jogue que é choque certo.
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
Protesto Suburbano: Novo Clipe
Cadê sua vontade de lutar?
Tal questionamento cai muito bem nos dias atuais, onde não é difícil perceber uma extensa gama de reclamações e pouca atitude, não importa em qual seja a esfera.
Sendo assim, caiu feito uma cerveja gelada no verão do cão o novo vídeo clipe da clássica e necessária banda de punk rock/ hc Protesto Suburbano.
O grupo atualmente formado por Sandro Santuchi (Voz), Evandro Castro (Baixo), Alex Costa (Guitarra), Alexandre Lima (Guitarra) e Leonardo (Bateria) , na ativa desde 1995, continua representando da melhor forma a cena musical de Macaé- RJ.
Confira o vídeo postado no canal da Lado Esquerdo Produções e caso AINDA não conheça, dê um check na página da banda na rede social CaraLivro.
Tal questionamento cai muito bem nos dias atuais, onde não é difícil perceber uma extensa gama de reclamações e pouca atitude, não importa em qual seja a esfera.
Sendo assim, caiu feito uma cerveja gelada no verão do cão o novo vídeo clipe da clássica e necessária banda de punk rock/ hc Protesto Suburbano.
O grupo atualmente formado por Sandro Santuchi (Voz), Evandro Castro (Baixo), Alex Costa (Guitarra), Alexandre Lima (Guitarra) e Leonardo (Bateria) , na ativa desde 1995, continua representando da melhor forma a cena musical de Macaé- RJ.
Confira o vídeo postado no canal da Lado Esquerdo Produções e caso AINDA não conheça, dê um check na página da banda na rede social CaraLivro.
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
Últimas gigs do ano: Fistt, Dead Fish, Horace Green e Dance of Days
O ano de 2014 ao menos no quesito shows foi sensacional. Encerrando o já mencionado COMBO HC PARTE 1 e COMBO HC PARTE 2 ,deixamos aqui o registro fotográfico da apresentação do Fistt de Jundiaí no Vale do Anhangabaú precedendo o show apoteótico do Dead Fish. Esse evento encerrou o Rock Radical no dia 21 de dezembro.
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| Fistt |
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| Galera esperando o Dead Fish |
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| Pirâmide humana? teve! |
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| DEAD FISH : VENCEREMOS! |
Dia 27 fomos conferir Horace Green e Dance of Days, dois ótimos shows de onde tiramos o vídeo da apresentação do D.O.D tocando "Não Maltrates Teu Coração".
Como diz a canção mencionada, seguir então é o mais importante. Ano que vem tem muito mais, nos vemos nos rolês, gigs e nas caixinhas dos correios por meio do zine impresso. Valeu a todos por mais um ano!
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| Horace Green: o Hot Water Music versão brasileira |
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Hateen e Teco Martins - Hangar 110 - SP- 20 dezembro 2014
E a saga do sábado continuava, agora com o show natalino mais tradicional da quebrada, o show hôu hôu hôu do Hateen!
Cada ano rola alguma parada surpresa e/ou diferente. Desta vez, além de um set acústico, a abertura do rolê ficou por conta do Teco Martins e seu companheiro da banda Sala Espacial. Vale lembrar que o Teco é figurinha carimbada da cena rock paulistana, a frente do grupo RANCORE.
Nada melhor do que uma brisa acústica para acalmar os ouvidos após o som pesado dos shows anteriores no Vale.
Numa pegada zen e viajante, Teco fez um set com canções brisantes, numa atmosfera bicho grilo, releituras desplugadas do próprio Rancore e até Rita Lee.
Não demorou muito e a galera já em maior número se vê frente ao Hateen versão acústica com a participação da irmã do Koala nos teclados.
Desculpem, mas eu tô um tanto quanto lesado demais pra lembrar exatamente as músicas, muito menos ordem e etc. Só sei que foi lindo esse clima intimista e a escolha das canções para o set acústico foi certeira, dando ênfase para as canções mais baladas da banda. Destaque para a tocante GBC, antigo som que foi feito em homenagem a Kurt Cobain.
Uma pequena pausa e os amplificadores e distorçoes deram o tom da noite. Plugado e com muito bom humor, a banda intercalava sons porrada, emo 90 e guitar ( ahhh que saudade das guitar bands!), sempre com as brincadeiras e piadas entre Sonrisal e Koala.
Do nada me soltam um Smashing Pumpkins ( Tonight, Tonight) sensacional, mas não tanto quanto o som que fechou a noite com a banda que está no top five de 11 entre 10 grunges veios da leva noventista como eu: Pixies, com "Where is My Mind?", canção que ficou ainda mais conhecida mundialmente ao ser incluída na trilha do bom filme 'Clube da Luta'. Koalão na viola no melhor estilo Black Francis foi foda! Faltou "Big Life", ein? =(
Gratidão pelo dia incrível, pelos shows bacanas, por ter dado tempo de pegar o último busão no terminal e por comer uma coxinha que nem tava tão ruim assim no quiosque que fez justiça ao nome e ao estado no qual meu querido estômago se encontrava: 'Café Famintos'.
O desfecho do fim de semana COMBO HC se daria no domingão, com Fistt e Dead Fish, mas depois eu te conto como foi... =)
Cada ano rola alguma parada surpresa e/ou diferente. Desta vez, além de um set acústico, a abertura do rolê ficou por conta do Teco Martins e seu companheiro da banda Sala Espacial. Vale lembrar que o Teco é figurinha carimbada da cena rock paulistana, a frente do grupo RANCORE.
Nada melhor do que uma brisa acústica para acalmar os ouvidos após o som pesado dos shows anteriores no Vale.
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| TECO MARTINS |
Numa pegada zen e viajante, Teco fez um set com canções brisantes, numa atmosfera bicho grilo, releituras desplugadas do próprio Rancore e até Rita Lee.
Não demorou muito e a galera já em maior número se vê frente ao Hateen versão acústica com a participação da irmã do Koala nos teclados.
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| HATEEN ACÚSTICO |
Desculpem, mas eu tô um tanto quanto lesado demais pra lembrar exatamente as músicas, muito menos ordem e etc. Só sei que foi lindo esse clima intimista e a escolha das canções para o set acústico foi certeira, dando ênfase para as canções mais baladas da banda. Destaque para a tocante GBC, antigo som que foi feito em homenagem a Kurt Cobain.
Uma pequena pausa e os amplificadores e distorçoes deram o tom da noite. Plugado e com muito bom humor, a banda intercalava sons porrada, emo 90 e guitar ( ahhh que saudade das guitar bands!), sempre com as brincadeiras e piadas entre Sonrisal e Koala.
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| HATEEN ELÉTRICO FI!!! |
Do nada me soltam um Smashing Pumpkins ( Tonight, Tonight) sensacional, mas não tanto quanto o som que fechou a noite com a banda que está no top five de 11 entre 10 grunges veios da leva noventista como eu: Pixies, com "Where is My Mind?", canção que ficou ainda mais conhecida mundialmente ao ser incluída na trilha do bom filme 'Clube da Luta'. Koalão na viola no melhor estilo Black Francis foi foda! Faltou "Big Life", ein? =(
Gratidão pelo dia incrível, pelos shows bacanas, por ter dado tempo de pegar o último busão no terminal e por comer uma coxinha que nem tava tão ruim assim no quiosque que fez justiça ao nome e ao estado no qual meu querido estômago se encontrava: 'Café Famintos'.
O desfecho do fim de semana COMBO HC se daria no domingão, com Fistt e Dead Fish, mas depois eu te conto como foi... =)
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SURFACE ( PR) + MAGUERBES (SP)- FESTIVAL ROCK RADICAL- VALE DO ANHANGABAÚ- SP 20 DEZ 2014
Enquanto tomo a quinta xícara gigante de café e lanço mão da metalinguagem ao escrever aqui no "Meus Amigos Bebem Muito Café", tento recapitular os shows e todas nuances deste final de semana histórico o qual resolvi batizar de Fim de Semana COMBO HARDCORE.
A função começou no sábado, no Vale do Anhangabaú, cartão postal da cidade cinza, onde rolou debaixo do Viaduto do Chá, o evento Rock Radical, com campeonatos de skate e bandas tocando. Legal, né?
Eu sempre penso que deveria rolar muito mais eventos assim, na rua. Chegamos lá para conferir a apresentação do Surface, que veio de Londrina e mostrou que seu poppy punk ou hardcore melódico não deve em nada se comparado com as bandas tidas como ícones do estilo.
Apesar do público ainda tímido no local, o Surface empolgou e mandou ver, e digo mais: ao vivo o som tem um peso que talvez não fique tão nítido nas gravações de estúdio.
O set foi baseado no CD/DVD "Anverso", que faz um apanhado da carreira desta banda que está na ativa desde 1997 fazendo um rock autoral de responsa. Surpreenderam na escolha dos covers. Primeiro uma grata lembrança ao executarem "Me Perco Neste Tempo", do seminal grupo As Mercenárias. Encerraram com "Tainted Love", do Soft Cell, num pique "Shades Apart" com vocal feminino.
Valeu Surface, amamos vocês! s2
Na sequência passou um tsunami no local e ele atendia pelo nome de Maguerbes. A veterana banda que para alguns inventou o New Metal nacional quando ninguém sabia o que era isso colocou fogo no Vale.
Além do som característico da banda, algo bem peculiar que podemos situar entre o noise e o alternativo ( como se o Ian Mackaye trombasse o Chino Moreno no rolê e tomassem uma Tequila, um Fogo Paulista e uma Catuaba e fossem tirar um jam com o DJ Lethal), a presença de palco e a vibe pra cima do vocalista Haroldo é algo ímpar.
Como ele mesmo disse, vamos ser feliz, é de graça, olha o céu... e por aí vai. Valeu a pena cada segundo, puta show foda bagarai. O cara pulou a grade e cantou no chão junto com a galera =)
O evento continuou ainda com Sugar Kane, mas não ficamos pra ver. O rumo agora era o Hangar 110 para o tradicional show de natal do HATEEN.
Mas isso a gente te conta depois, eu preciso mesmo de mais um café.
PS: Sobre a versão de 'Tainted love' da Surface, o batera Cientista me mandou a seguinte mensagem:
"Sobre Tainted Love, a primeira versão foi a de Gloria Jones (1964), mas depois vieram dezenas de versões, muitas mesmo. A nossa é mais uma delas, se vc prestar atenção mudamos algumas coisas pra ficar com a cara da Surface. Agora que fui ver a versão daquela banda que vc citou. Abraço."
A função começou no sábado, no Vale do Anhangabaú, cartão postal da cidade cinza, onde rolou debaixo do Viaduto do Chá, o evento Rock Radical, com campeonatos de skate e bandas tocando. Legal, né?
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| SURFACE EM SP: DÉBORA E CIENTISTA |
Eu sempre penso que deveria rolar muito mais eventos assim, na rua. Chegamos lá para conferir a apresentação do Surface, que veio de Londrina e mostrou que seu poppy punk ou hardcore melódico não deve em nada se comparado com as bandas tidas como ícones do estilo.
Apesar do público ainda tímido no local, o Surface empolgou e mandou ver, e digo mais: ao vivo o som tem um peso que talvez não fique tão nítido nas gravações de estúdio.
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| SURFACE: CLÁUDIA E DÉBORA |
O set foi baseado no CD/DVD "Anverso", que faz um apanhado da carreira desta banda que está na ativa desde 1997 fazendo um rock autoral de responsa. Surpreenderam na escolha dos covers. Primeiro uma grata lembrança ao executarem "Me Perco Neste Tempo", do seminal grupo As Mercenárias. Encerraram com "Tainted Love", do Soft Cell, num pique "Shades Apart" com vocal feminino.
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| SURFACE |
Valeu Surface, amamos vocês! s2
Na sequência passou um tsunami no local e ele atendia pelo nome de Maguerbes. A veterana banda que para alguns inventou o New Metal nacional quando ninguém sabia o que era isso colocou fogo no Vale.
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| MAGUERBES TOCANDO O TERROR |
Como ele mesmo disse, vamos ser feliz, é de graça, olha o céu... e por aí vai. Valeu a pena cada segundo, puta show foda bagarai. O cara pulou a grade e cantou no chão junto com a galera =)
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| MAGUERBES |
Mas isso a gente te conta depois, eu preciso mesmo de mais um café.
PS: Sobre a versão de 'Tainted love' da Surface, o batera Cientista me mandou a seguinte mensagem:
"Sobre Tainted Love, a primeira versão foi a de Gloria Jones (1964), mas depois vieram dezenas de versões, muitas mesmo. A nossa é mais uma delas, se vc prestar atenção mudamos algumas coisas pra ficar com a cara da Surface. Agora que fui ver a versão daquela banda que vc citou. Abraço."
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terça-feira, 16 de dezembro de 2014
ENTREVISTA COM CIENTISTA- BANDA SURFACE
Trocar uma ideia com o Luis Eduardo, conhecido como Cientista, foi como uma viagem no tempo da cena underground. Relembrar uma época romântica e saudosista, que não existe mais e ter a certeza de que o futuro é de fato, resultado daquilo que semeamos no passado.
Sem uma acepção negativa do termo nostálgico, a banda Surface vive ativa e atuante exatamente por acreditar e amar aquilo que faz. Independente de rótulos, panelas e cenas.
Criador da Lab Recs, selo importante pra toda cena nacional hardcore, Cientista segue em frente e estará com a banda Surface no próximo dia 20 de Dezembro, em um campeonato de skate no centro de Sampa, ao lado de outros nomes de respeito do rock alternativo nacional como Dead Fish, Dance of Days, Maguerbes, entre outros.
Troquei uma ideia de brother mesmo com ele, sem média, sem patifaria, e posso dizer que foi uma das entrevistas mais legais que já fiz pro zine.
Confira!
1- Das fitas k7's, zines, movimento Punk de Londrina e primeiros shows aos
dias de hoje. O que passa pela cabeça do Cientista quando pensa em tudo que
já viveu dentro deste rolê undeground? Bate uma nostalgia, cansaço, ou o
melhor ainda está por vir?
CIENTISTA: Tenho boas lembranças sim, é claro. De um tempo em que prestigiavam mais
as bandas underground... Um tempo que se vendiam CDs e assim era possível
produzir outros... Num tempo de amizades mais sinceras ... e por ai vai. Por
outro lado foi uma fase bem sofrida, não tinha emprego fixo, toda grana que
entrava era pra banda, andava a pé pra economizar até a grana do ônibus e
assim mandar umas cartas, estava aprendendo as coisas na prática, e futuro
era uma incógnita ... Hoje sofro os efeitos do tempo, mas tenho um pouco mais
de sabedoria, um emprego, uma casa pra morar e uma família maravilhosa,
mas com as perdas da vida sei que tudo tem um fim. Por isso procurei registrar
em dois DVDs (HARD MONEY “Do it yourself” e SURFACE “Anverso”) um
pouco do que vi e vivi no underground pra que essa história não se perdesse.
Recentemente lancei minha melhor produção e por tudo isso sei que o melhor
momento é agora.
2- Sobre a Surface, hoje você acredita que a banda está em sua melhor forma?
Seria esta a formação definitiva do grupo ? Aproveitando o ensejo, apresente
a banda para os leitores do zine e se já atuaram em outras bandas antes...
CIENTISTA: Em 2015 a SURFACE faz 18 anos e acho que nesse tempo conseguimos criar
um som característico da banda. O processo de produção do CD e do DVD
“Anverso” foi trabalhoso e durou três anos, mas deu uma maior experiência pra
banda e exigiu uma melhora em todos os sentidos. Por isso e pelas qualidades
dos integrantes atuais tenho certeza que estamos em nossa melhor fase. Mas
não podemos achar que é a formação definitiva... Bem que gostaríamos, mas
depende de vários fatores, só o tempo irá dizer.
CIENTISTA: Na Surface desde o começo. Toquei na Desordem e Regresso,
Hard Money, Ted and Beth, Nem Heróis Nem Covardes... , e Merda (em 1990
a 1991, antes da homônima famosa).
DÉBORA: Na Surface desde 2012. Primeira banda.
MIGUEL: Na Surface desde 2006. Vários projetos, a que mais durou foi: Face
It. Além de uma banda que toquei quando morei no México: Gato Ciego.
CLAUDIA: na Surface desde 2013. Primeira banda.
3- O CD/DVD Anverso se mostrou um projeto bem ousado, principalmente por
ser independente. Tive a honra de participar e vi o quanto você não mediu
esforços para fazer este trabalho. Você diria que de todos os CD's da banda,
este é o melhor trabalho já produzido pela Surface? Fale um pouco sobre o
Anverso.
CIENTISTA: Sem dúvida essa é a melhor produção que realizei, fruto de muito trabalho,
investimento e o principal: paixão.
Eu produzo no underground desde 1987, sempre com uma única motivação
“paixão”, acho que cada coisa que fiz ao longo desses anos procurei fazer o
melhor possível e fui acumulando experiências diversas. Além de uma
capacidade muito grande de resolver problemas pra realizar a coisa que mais
amo, que é poder expressar o que sinto e penso; através dos fanzines, das
músicas, do vídeo, enfim de várias formas.
O CD e DVD “Anverso” é o resultado dessa vivência de minha parte e do ótimo
momento da banda, com pessoas que se dispuseram sacrificar um pouco mais
do seu tempo para realizar algo com a melhor qualidade que pudéssemos.
4- Ainda sobre o DVD, como está sendo recebido este trampo em plena era do
MP3 e Downloads? Como adquirir o DVD/CD?
CIENTISTA: Realmente isso minou as frágeis estruturas do cenário underground nacional,
dos poucos selos que ainda existiam sobraram muito poucos. Parece que as
pessoas não entendem que é preciso de grana pra produzir as coisas com
qualidade. Por isso aquelas bandas que ainda não tem o reconhecimento
devido, que não podem contar com um público razoável em seus shows
precisam bancar integralmente suas produções, assim as bandas não duram
muito tempo.
Eu gosto do material físico, do CD, do DVD, da capa , ler o encarte, prestigiar
mesmo a banda, por isso lancei mais um título pela Lab Rec. As vendas
acontecessem sim, mas timidamente e a maioria das pessoas que adquirem é
porque já conhecem / prestigiam meu trabalho há anos, e por incrível que
pareça em nossa cidade (Londrina PR) é um dos lugares que vendo pouco,
infelizmente. Tem várias distribuidoras que tem o SURFACE “Anverso”, mas
que quiser adquirir comigo mesmo será um prazer começar novos contatos.
5- Pela sonoridade da banda que trafega a meu ver facilmente num universo
que varia entre o Hardcore melódico ao Pop Rock sem cerimônias, em todos
estes anos você percebeu algum tipo de boicote ou até mesmo desconfiança
em relação à banda, oriunda de "cenas" ou pessoas que possuem uma visão
mais conservadora, ou por que não dizer, xiita do punk/hardcore? Como você
localiza a Surface dentro deste contexto do que chamamos de punk?
CIENTISTA:Quando tive os primeiros contatos com o Punk em meados da década de 80
sabia que aquilo iria mudar a minha vida, e mudou. Já fui muito radical, o som
tinha que ser podreira, não podia ter “frescura” pra não ser coisa de playboy.
Mas com o tempo fui vendo a importância da diversidade, da importância de
existirem as diferenças e o respeito mútuo. Ainda sou radical com muita coisa e
espero filtrar em minha vida muitas coisas que não concordo, mas se tratando
daquilo que chamamos de CENA acho que é preciso analisar as coisas de
forma mais ampla, sem generalizações. O nosso som é bem melódico, mas
tem bandas mais melódicas que a Surface ... Cada um faz o som que gosta,
também toquei em bandas “mais barulhentas”.
Quando escutei um som de uma coletânea sueca “The Vikings Are Coming”
(1989) conheci uma música da banda RESCUES IN FUTURE chamada: "You
Can Try" e gostei muito da sonoridade, por isso quis ter uma banda com um
som nessa linha. Outra influência incontestável foi do Ramones, além bandas
desse estilo nos anos 90, algumas consagradas como Bad Regilion. Tem
muitas bandas atualmente nessa linha, uma que destaco é RVIVR, mas têm
várias.
Antes a gente tocava junto com bandas Crust, grind, metal, etc, era tudo
underground, mas agora tem até site de moleque (com quase a idade da
banda) que se recusou a resenhar nosso som. Mas eu não ligo pra essas
coisas, sofri tantos perrengues durante essa trajetória que nem perco meu
tempo coisas pequenas como essas, só quero fazer contatos e tocar o máximo
que puder, hehehehe
6- Finalmente teremos a Surface aqui em São Paulo. Passe pra nós toda a
ficha deste show e também as expectativas da banda para a apresentação que
farão aqui na terra da garoa.
CIENTISTA:Já tivemos vários convites de norte ao sul do país e de outros países para
tocarmos, mas as coisas não são tão fáceis como as pessoas pensam. Somos
pessoas normais, trabalhamos, estudamos, temos família, compromissos, etc,
por isso para conseguirmos tocar em algum lugar é preciso que várias coisas
entrem em sincronia. Acho que SP é o lugar que mais tenho contatos, desde o
tempo das cartinhas, e se a maioria deles for ao show será ótimo, hehe.
É um evento de três dias com rock e skate, por isso tem tudo a ver com uma
banda underground e independente como a Surface. Além do show quero
montar uma banquinha da Lab Rec pra ficar fácil do pessoal nos encontrar por
lá.
7- O que esperar da Surface e do Cientista para os próximos anos?
CIENTISTA; Do Cientista aposentadoria? hehehe Planejei muito o CD/DVD Anverso e durante a produção foi preciso uma superação atrás da outra pra conseguirmos realizar esse projeto. No momento queremos divulgá-lo ao máximo e tocar.
8- Já ia me esquecendo. Quanto a icônica série de coletâneas denominadas
HC Scene, você mantém contato com as bandas que foram lançadas nestes
CDs? A Lab Records têm pretensões de lançar outros volumes da HC Scene?
CIENTISTA: Fiz vários amigos e aprendi muito graças aos HC Scene, têm pessoas que
temos contato até hoje. Sim, gostaria muito de lançar mais uma edição, a de
número 8, mas tenho receio de não conseguir um número de bandas mínimo
pra realizar um projeto como esse.
9- Aliás, me diga: por que Cientista?
CIENTISTA: Realmente sou cientista, formei-me em Ciências Sociais pela UEL em 1994. Mas o apelido vem das perguntas engraçadinhas que eu fazia na escola, na época de ensino médio. Como já me chamaram de coisas pior deixei o apelido de Cientista pegar. Na juventude eu era muito atuante no questionamento social e nas ações diretas e com o apelido me expunha menos. Com o tempo marcou minha vida e acho que a maioria das pessoas me conhecem mais pelo apelido.espero que tenha sido claro.
10- Acho que era isso. Estamos ansiosos pelo show de vocês e quero agradecer
pela atenção e pelo apoio de sempre Cientista, você é uma pessoa inspiradora
para todos que mantém a chama do d.i.y acesa. Encerre como quiser e até
logo =) Te vejo no show!
CIENTISTA: Agradeço a todos que leram essa entrevista e a você por nossa amizade ao
longo do tempo. Espero rever vários amigos e nos divertimos muito nesse
show.
Fan Page Surface
Sem uma acepção negativa do termo nostálgico, a banda Surface vive ativa e atuante exatamente por acreditar e amar aquilo que faz. Independente de rótulos, panelas e cenas.
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| Cientista e a edição mais recente do fanzine MEUS AMIGOS BEBEM MUITO CAFÉ |
Troquei uma ideia de brother mesmo com ele, sem média, sem patifaria, e posso dizer que foi uma das entrevistas mais legais que já fiz pro zine.
Confira!
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| Desordem e regresso: 1988 |
dias de hoje. O que passa pela cabeça do Cientista quando pensa em tudo que
já viveu dentro deste rolê undeground? Bate uma nostalgia, cansaço, ou o
melhor ainda está por vir?
CIENTISTA: Tenho boas lembranças sim, é claro. De um tempo em que prestigiavam mais
as bandas underground... Um tempo que se vendiam CDs e assim era possível
produzir outros... Num tempo de amizades mais sinceras ... e por ai vai. Por
outro lado foi uma fase bem sofrida, não tinha emprego fixo, toda grana que
entrava era pra banda, andava a pé pra economizar até a grana do ônibus e
assim mandar umas cartas, estava aprendendo as coisas na prática, e futuro
era uma incógnita ... Hoje sofro os efeitos do tempo, mas tenho um pouco mais
de sabedoria, um emprego, uma casa pra morar e uma família maravilhosa,
mas com as perdas da vida sei que tudo tem um fim. Por isso procurei registrar
em dois DVDs (HARD MONEY “Do it yourself” e SURFACE “Anverso”) um
pouco do que vi e vivi no underground pra que essa história não se perdesse.
Recentemente lancei minha melhor produção e por tudo isso sei que o melhor
momento é agora.
2- Sobre a Surface, hoje você acredita que a banda está em sua melhor forma?
Seria esta a formação definitiva do grupo ? Aproveitando o ensejo, apresente
a banda para os leitores do zine e se já atuaram em outras bandas antes...
CIENTISTA: Em 2015 a SURFACE faz 18 anos e acho que nesse tempo conseguimos criar
um som característico da banda. O processo de produção do CD e do DVD
“Anverso” foi trabalhoso e durou três anos, mas deu uma maior experiência pra
banda e exigiu uma melhora em todos os sentidos. Por isso e pelas qualidades
dos integrantes atuais tenho certeza que estamos em nossa melhor fase. Mas
não podemos achar que é a formação definitiva... Bem que gostaríamos, mas
depende de vários fatores, só o tempo irá dizer.
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| Movimento Punk em Londrina, década de 80 |
CIENTISTA: Na Surface desde o começo. Toquei na Desordem e Regresso,
Hard Money, Ted and Beth, Nem Heróis Nem Covardes... , e Merda (em 1990
a 1991, antes da homônima famosa).
DÉBORA: Na Surface desde 2012. Primeira banda.
MIGUEL: Na Surface desde 2006. Vários projetos, a que mais durou foi: Face
It. Além de uma banda que toquei quando morei no México: Gato Ciego.
CLAUDIA: na Surface desde 2013. Primeira banda.
3- O CD/DVD Anverso se mostrou um projeto bem ousado, principalmente por
ser independente. Tive a honra de participar e vi o quanto você não mediu
esforços para fazer este trabalho. Você diria que de todos os CD's da banda,
este é o melhor trabalho já produzido pela Surface? Fale um pouco sobre o
Anverso.
CIENTISTA: Sem dúvida essa é a melhor produção que realizei, fruto de muito trabalho,
investimento e o principal: paixão.
Eu produzo no underground desde 1987, sempre com uma única motivação
“paixão”, acho que cada coisa que fiz ao longo desses anos procurei fazer o
melhor possível e fui acumulando experiências diversas. Além de uma
capacidade muito grande de resolver problemas pra realizar a coisa que mais
amo, que é poder expressar o que sinto e penso; através dos fanzines, das
músicas, do vídeo, enfim de várias formas.
O CD e DVD “Anverso” é o resultado dessa vivência de minha parte e do ótimo
momento da banda, com pessoas que se dispuseram sacrificar um pouco mais
do seu tempo para realizar algo com a melhor qualidade que pudéssemos.
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| SURFACE HOJE (Créditos: Sandro Branco) |
MP3 e Downloads? Como adquirir o DVD/CD?
CIENTISTA: Realmente isso minou as frágeis estruturas do cenário underground nacional,
dos poucos selos que ainda existiam sobraram muito poucos. Parece que as
pessoas não entendem que é preciso de grana pra produzir as coisas com
qualidade. Por isso aquelas bandas que ainda não tem o reconhecimento
devido, que não podem contar com um público razoável em seus shows
precisam bancar integralmente suas produções, assim as bandas não duram
muito tempo.
Publicação by SURFACE.
mesmo a banda, por isso lancei mais um título pela Lab Rec. As vendas
acontecessem sim, mas timidamente e a maioria das pessoas que adquirem é
porque já conhecem / prestigiam meu trabalho há anos, e por incrível que
pareça em nossa cidade (Londrina PR) é um dos lugares que vendo pouco,
infelizmente. Tem várias distribuidoras que tem o SURFACE “Anverso”, mas
que quiser adquirir comigo mesmo será um prazer começar novos contatos.
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| SURFACE ( Créditos: Sandro Branco) |
que varia entre o Hardcore melódico ao Pop Rock sem cerimônias, em todos
estes anos você percebeu algum tipo de boicote ou até mesmo desconfiança
em relação à banda, oriunda de "cenas" ou pessoas que possuem uma visão
mais conservadora, ou por que não dizer, xiita do punk/hardcore? Como você
localiza a Surface dentro deste contexto do que chamamos de punk?
CIENTISTA:Quando tive os primeiros contatos com o Punk em meados da década de 80
sabia que aquilo iria mudar a minha vida, e mudou. Já fui muito radical, o som
tinha que ser podreira, não podia ter “frescura” pra não ser coisa de playboy.
Mas com o tempo fui vendo a importância da diversidade, da importância de
existirem as diferenças e o respeito mútuo. Ainda sou radical com muita coisa e
espero filtrar em minha vida muitas coisas que não concordo, mas se tratando
daquilo que chamamos de CENA acho que é preciso analisar as coisas de
forma mais ampla, sem generalizações. O nosso som é bem melódico, mas
tem bandas mais melódicas que a Surface ... Cada um faz o som que gosta,
também toquei em bandas “mais barulhentas”.
Quando escutei um som de uma coletânea sueca “The Vikings Are Coming”
(1989) conheci uma música da banda RESCUES IN FUTURE chamada: "You
Can Try" e gostei muito da sonoridade, por isso quis ter uma banda com um
som nessa linha. Outra influência incontestável foi do Ramones, além bandas
desse estilo nos anos 90, algumas consagradas como Bad Regilion. Tem
muitas bandas atualmente nessa linha, uma que destaco é RVIVR, mas têm
várias.
Antes a gente tocava junto com bandas Crust, grind, metal, etc, era tudo
underground, mas agora tem até site de moleque (com quase a idade da
banda) que se recusou a resenhar nosso som. Mas eu não ligo pra essas
coisas, sofri tantos perrengues durante essa trajetória que nem perco meu
tempo coisas pequenas como essas, só quero fazer contatos e tocar o máximo
que puder, hehehehe
6- Finalmente teremos a Surface aqui em São Paulo. Passe pra nós toda a
ficha deste show e também as expectativas da banda para a apresentação que
farão aqui na terra da garoa.
CIENTISTA:Já tivemos vários convites de norte ao sul do país e de outros países para
tocarmos, mas as coisas não são tão fáceis como as pessoas pensam. Somos
pessoas normais, trabalhamos, estudamos, temos família, compromissos, etc,
por isso para conseguirmos tocar em algum lugar é preciso que várias coisas
entrem em sincronia. Acho que SP é o lugar que mais tenho contatos, desde o
tempo das cartinhas, e se a maioria deles for ao show será ótimo, hehe.
É um evento de três dias com rock e skate, por isso tem tudo a ver com uma
banda underground e independente como a Surface. Além do show quero
montar uma banquinha da Lab Rec pra ficar fácil do pessoal nos encontrar por
lá.
7- O que esperar da Surface e do Cientista para os próximos anos?
CIENTISTA; Do Cientista aposentadoria? hehehe Planejei muito o CD/DVD Anverso e durante a produção foi preciso uma superação atrás da outra pra conseguirmos realizar esse projeto. No momento queremos divulgá-lo ao máximo e tocar.
8- Já ia me esquecendo. Quanto a icônica série de coletâneas denominadas
HC Scene, você mantém contato com as bandas que foram lançadas nestes
CDs? A Lab Records têm pretensões de lançar outros volumes da HC Scene?
CIENTISTA: Fiz vários amigos e aprendi muito graças aos HC Scene, têm pessoas que
temos contato até hoje. Sim, gostaria muito de lançar mais uma edição, a de
número 8, mas tenho receio de não conseguir um número de bandas mínimo
pra realizar um projeto como esse.
9- Aliás, me diga: por que Cientista?
CIENTISTA: Realmente sou cientista, formei-me em Ciências Sociais pela UEL em 1994. Mas o apelido vem das perguntas engraçadinhas que eu fazia na escola, na época de ensino médio. Como já me chamaram de coisas pior deixei o apelido de Cientista pegar. Na juventude eu era muito atuante no questionamento social e nas ações diretas e com o apelido me expunha menos. Com o tempo marcou minha vida e acho que a maioria das pessoas me conhecem mais pelo apelido.espero que tenha sido claro.
10- Acho que era isso. Estamos ansiosos pelo show de vocês e quero agradecer
pela atenção e pelo apoio de sempre Cientista, você é uma pessoa inspiradora
para todos que mantém a chama do d.i.y acesa. Encerre como quiser e até
logo =) Te vejo no show!
CIENTISTA: Agradeço a todos que leram essa entrevista e a você por nossa amizade ao
longo do tempo. Espero rever vários amigos e nos divertimos muito nesse
show.
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| SHOW EM SP DIA 20- 15 HORAS, GRÁTIS |
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