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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

SURFACE ( PR) + MAGUERBES (SP)- FESTIVAL ROCK RADICAL- VALE DO ANHANGABAÚ- SP 20 DEZ 2014

Enquanto tomo a quinta xícara gigante de café e lanço mão da metalinguagem ao escrever aqui no "Meus Amigos Bebem Muito Café", tento recapitular os shows e todas nuances deste final de semana histórico o qual resolvi batizar de Fim de Semana COMBO HARDCORE.
A função começou no sábado, no Vale do Anhangabaú, cartão postal da cidade cinza, onde rolou debaixo do Viaduto do Chá, o evento Rock Radical, com campeonatos de skate e bandas tocando. Legal, né?
SURFACE EM SP: DÉBORA E CIENTISTA

Eu sempre penso que deveria rolar muito mais eventos assim, na rua. Chegamos lá para conferir a apresentação do Surface, que veio de Londrina e mostrou que seu poppy punk ou hardcore melódico não deve em nada se comparado com as bandas tidas como ícones do estilo.


                           
Apesar do público ainda tímido no local, o Surface empolgou e mandou ver, e digo mais: ao vivo o som tem um peso que talvez não fique tão nítido nas gravações de estúdio.
SURFACE: CLÁUDIA E DÉBORA

O set foi baseado no CD/DVD "Anverso", que faz um apanhado da carreira desta banda que está na ativa desde 1997 fazendo um rock autoral de responsa. Surpreenderam na escolha dos covers. Primeiro uma grata lembrança ao executarem "Me Perco Neste Tempo", do seminal grupo As Mercenárias.  Encerraram com "Tainted Love", do Soft Cell, num pique "Shades Apart" com vocal feminino.
SURFACE

Valeu Surface, amamos vocês! s2
Na sequência passou um tsunami no local e ele atendia pelo nome de Maguerbes. A veterana banda que para alguns inventou o New Metal nacional quando ninguém sabia o que era isso colocou fogo no Vale.
MAGUERBES TOCANDO O TERROR


Além do som característico da banda, algo bem peculiar que podemos situar entre o noise e o alternativo ( como se o Ian Mackaye trombasse o Chino Moreno no rolê e tomassem uma Tequila, um Fogo Paulista e uma Catuaba e fossem tirar um jam com o DJ Lethal), a presença de palco e a vibe pra cima do vocalista Haroldo é algo ímpar.



 Como ele mesmo disse, vamos ser feliz, é de graça, olha o céu... e por aí vai. Valeu a pena cada segundo, puta show foda bagarai. O cara pulou a grade e cantou no chão junto com a galera =)
MAGUERBES
O evento continuou ainda com Sugar Kane, mas não ficamos pra ver. O rumo agora era o Hangar 110 para o tradicional show de natal do HATEEN.
Mas isso a gente te conta depois, eu preciso mesmo de mais um café. 
PS: Sobre a versão de 'Tainted love' da Surface, o batera Cientista me mandou a seguinte mensagem:
"Sobre Tainted Love, a primeira versão foi a de Gloria Jones (1964), mas depois vieram dezenas de versões, muitas mesmo. A nossa é mais uma delas, se vc prestar atenção mudamos algumas coisas pra ficar com a cara da Surface. Agora que fui ver a versão daquela banda que vc citou. Abraço."

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

ENTREVISTA COM CIENTISTA- BANDA SURFACE

Trocar uma ideia com o Luis Eduardo, conhecido como Cientista, foi como uma viagem no tempo da cena underground. Relembrar uma época romântica e saudosista, que não existe mais e ter a certeza de que o futuro é de fato, resultado daquilo que semeamos no passado.
Sem uma acepção negativa do termo nostálgico, a banda Surface vive ativa e atuante exatamente por acreditar e amar aquilo que faz. Independente de rótulos, panelas e cenas.
Cientista e a edição mais recente do fanzine MEUS AMIGOS BEBEM MUITO CAFÉ
Criador da Lab Recs, selo importante pra toda cena nacional hardcore, Cientista segue em frente e estará com a banda Surface no próximo dia 20 de Dezembro, em um campeonato de skate no centro de Sampa, ao lado de outros nomes de respeito do rock alternativo nacional como Dead Fish, Dance of Days, Maguerbes, entre outros.
Troquei uma ideia de brother mesmo com ele, sem média, sem patifaria, e posso dizer que foi uma das entrevistas mais legais que já fiz pro zine.
Confira!
Desordem e regresso: 1988
1- Das fitas k7's, zines, movimento Punk de Londrina e primeiros shows aos
dias de hoje. O que passa pela cabeça do Cientista quando pensa em tudo que
já viveu dentro deste rolê undeground? Bate uma nostalgia, cansaço, ou o
melhor ainda está por vir?

CIENTISTA: Tenho boas lembranças sim, é claro. De um tempo em que prestigiavam mais
as bandas underground... Um tempo que se vendiam CDs e assim era possível
produzir outros... Num tempo de amizades mais sinceras ... e por ai vai. Por
outro lado foi uma fase bem sofrida, não tinha emprego fixo, toda grana que
entrava era pra banda, andava a pé pra economizar até a grana do ônibus e
assim mandar umas cartas, estava aprendendo as coisas na prática, e futuro
era uma incógnita ... Hoje sofro os efeitos do tempo, mas tenho um pouco mais
de sabedoria, um emprego, uma casa pra morar e uma família maravilhosa,
mas com as perdas da vida sei que tudo tem um fim. Por isso procurei registrar
em dois DVDs (HARD MONEY “Do it yourself” e SURFACE “Anverso”) um
pouco do que vi e vivi no underground pra que essa história não se perdesse.
Recentemente lancei minha melhor produção e por tudo isso sei que o melhor
momento é agora.

2- Sobre a Surface, hoje você acredita que a banda está em sua melhor forma?
Seria esta a formação definitiva do grupo ? Aproveitando o ensejo, apresente
a banda para os leitores do zine e se já atuaram em outras bandas antes...

CIENTISTA: Em 2015 a SURFACE faz 18 anos e acho que nesse tempo conseguimos criar
um som característico da banda. O processo de produção do CD e do DVD
“Anverso” foi trabalhoso e durou três anos, mas deu uma maior experiência pra
banda e exigiu uma melhora em todos os sentidos. Por isso e pelas qualidades
dos integrantes atuais tenho certeza que estamos em nossa melhor fase. Mas
não podemos achar que é a formação definitiva... Bem que gostaríamos, mas
depende de vários fatores, só o tempo irá dizer.
Movimento Punk em Londrina, década de 80


CIENTISTA: Na Surface desde o começo. Toquei na Desordem e Regresso,
Hard Money, Ted and Beth, Nem Heróis Nem Covardes... , e Merda (em 1990
a 1991, antes da homônima famosa).

DÉBORA: Na Surface desde 2012. Primeira banda.

MIGUEL: Na Surface desde 2006. Vários projetos, a que mais durou foi: Face
It. Além de uma banda que toquei quando morei no México: Gato Ciego.

CLAUDIA: na Surface desde 2013. Primeira banda.

3- O CD/DVD Anverso se mostrou um projeto bem ousado, principalmente por
ser independente. Tive a honra de participar e vi o quanto você não mediu
esforços para fazer este trabalho. Você diria que de todos os CD's da banda,
este é o melhor trabalho já produzido pela Surface? Fale um pouco sobre o
Anverso.

CIENTISTA: Sem dúvida essa é a melhor produção que realizei, fruto de muito trabalho,
investimento e o principal: paixão.
Eu produzo no underground desde 1987, sempre com uma única motivação
“paixão”, acho que cada coisa que fiz ao longo desses anos procurei fazer o
melhor possível e fui acumulando experiências diversas. Além de uma
capacidade muito grande de resolver problemas pra realizar a coisa que mais
amo, que é poder expressar o que sinto e penso; através dos fanzines, das
músicas, do vídeo, enfim de várias formas.
O CD e DVD “Anverso” é o resultado dessa vivência de minha parte e do ótimo
momento da banda, com pessoas que se dispuseram sacrificar um pouco mais
do seu tempo para realizar algo com a melhor qualidade que pudéssemos.
SURFACE HOJE (Créditos: Sandro Branco)
4- Ainda sobre o DVD, como está sendo recebido este trampo em plena era do
MP3 e Downloads? Como adquirir o DVD/CD?


CIENTISTA: Realmente isso minou as frágeis estruturas do cenário underground nacional,
dos poucos selos que ainda existiam sobraram muito poucos. Parece que as
pessoas não entendem que é preciso de grana pra produzir as coisas com
qualidade. Por isso aquelas bandas que ainda não tem o reconhecimento
devido, que não podem contar com um público razoável em seus shows
precisam bancar integralmente suas produções, assim as bandas não duram
muito tempo.





Eu gosto do material físico, do CD, do DVD, da capa , ler o encarte, prestigiar
mesmo a banda, por isso lancei mais um título pela Lab Rec. As vendas
acontecessem sim, mas timidamente e a maioria das pessoas que adquirem é
porque já conhecem / prestigiam meu trabalho há anos, e por incrível que
pareça em nossa cidade (Londrina PR) é um dos lugares que vendo pouco,
infelizmente. Tem várias distribuidoras que tem o SURFACE “Anverso”, mas
que quiser adquirir comigo mesmo será um prazer começar novos contatos.
SURFACE ( Créditos: Sandro Branco)
5- Pela sonoridade da banda que trafega a meu ver facilmente num universo
que varia entre o Hardcore melódico ao Pop Rock sem cerimônias, em todos
estes anos você percebeu algum tipo de boicote ou até mesmo desconfiança
em relação à banda, oriunda de "cenas" ou pessoas que possuem uma visão
mais conservadora, ou por que não dizer, xiita do punk/hardcore? Como você
localiza a Surface dentro deste contexto do que chamamos de punk?

CIENTISTA:Quando tive os primeiros contatos com o Punk em meados da década de 80
sabia que aquilo iria mudar a minha vida, e mudou. Já fui muito radical, o som
tinha que ser podreira, não podia ter “frescura” pra não ser coisa de playboy.
Mas com o tempo fui vendo a importância da diversidade, da importância de
existirem as diferenças e o respeito mútuo. Ainda sou radical com muita coisa e
espero filtrar em minha vida muitas coisas que não concordo, mas se tratando
daquilo que chamamos de CENA acho que é preciso analisar as coisas de
forma mais ampla, sem generalizações. O nosso som é bem melódico, mas
tem bandas mais melódicas que a Surface ... Cada um faz o som que gosta,
também toquei em bandas “mais barulhentas”.
Quando escutei um som de uma coletânea sueca “The Vikings Are Coming”
(1989) conheci uma música da banda RESCUES IN FUTURE chamada: "You
Can Try" e gostei muito da sonoridade, por isso quis ter uma banda com um
som nessa linha. Outra influência incontestável foi do Ramones, além bandas
desse estilo nos anos 90, algumas consagradas como Bad Regilion. Tem
muitas bandas atualmente nessa linha, uma que destaco é RVIVR, mas têm
várias.
Antes a gente tocava junto com bandas Crust, grind, metal, etc, era tudo
underground, mas agora tem até site de moleque (com quase a idade da
banda) que se recusou a resenhar nosso som. Mas eu não ligo pra essas
coisas, sofri tantos perrengues durante essa trajetória que nem perco meu
tempo coisas pequenas como essas, só quero fazer contatos e tocar o máximo
que puder, hehehehe


6- Finalmente teremos a Surface aqui em São Paulo. Passe pra nós toda a
ficha deste show e também as expectativas da banda para a apresentação que
farão aqui na terra da garoa.

CIENTISTA:Já tivemos vários convites de norte ao sul do país e de outros países para
tocarmos, mas as coisas não são tão fáceis como as pessoas pensam. Somos
pessoas normais, trabalhamos, estudamos, temos família, compromissos, etc,
por isso para conseguirmos tocar em algum lugar é preciso que várias coisas
entrem em sincronia. Acho que SP é o lugar que mais tenho contatos, desde o
tempo das cartinhas, e se a maioria deles for ao show será ótimo, hehe.
É um evento de três dias com rock e skate, por isso tem tudo a ver com uma
banda underground e independente como a Surface. Além do show quero
montar uma banquinha da Lab Rec pra ficar fácil do pessoal nos encontrar por
lá.

7- O que esperar da Surface e do Cientista para os próximos anos?

CIENTISTA; Do Cientista aposentadoria? hehehe Planejei muito o CD/DVD Anverso e durante a produção foi preciso uma superação atrás da outra pra conseguirmos realizar esse projeto. No momento queremos divulgá-lo ao máximo e tocar.

8- Já ia me esquecendo. Quanto a icônica série de coletâneas denominadas
HC Scene, você mantém contato com as bandas que foram lançadas nestes
CDs? A Lab Records têm pretensões de lançar outros volumes da HC Scene?

CIENTISTA: Fiz vários amigos e aprendi muito graças aos HC Scene, têm pessoas que
temos contato até hoje. Sim, gostaria muito de lançar mais uma edição, a de
número 8, mas tenho receio de não conseguir um número de bandas mínimo
pra realizar um projeto como esse.

9- Aliás, me diga: por que Cientista? 

CIENTISTA: Realmente sou cientista, formei-me em Ciências Sociais pela UEL em 1994. Mas o apelido vem das perguntas engraçadinhas que eu fazia na escola, na época de ensino médio. Como já me chamaram de coisas pior deixei o apelido de Cientista pegar. Na juventude eu era muito atuante no questionamento social e nas ações diretas e com o apelido me expunha menos. Com o tempo marcou minha vida e acho que a maioria das pessoas me conhecem mais pelo apelido.espero que tenha sido claro.


10- Acho que era isso. Estamos ansiosos pelo show de vocês e quero agradecer
pela atenção e pelo apoio de sempre Cientista, você é uma pessoa inspiradora
para todos que mantém a chama do d.i.y acesa. Encerre como quiser e até
logo =) Te vejo no show!

CIENTISTA: Agradeço a todos que leram essa entrevista e a você por nossa amizade ao
longo do tempo. Espero rever vários amigos e nos divertimos muito nesse
show.
SHOW EM SP DIA 20- 15 HORAS, GRÁTIS
Fan Page Surface

domingo, 14 de dezembro de 2014

REDSTAR FEST 2014- HANGAR 110 : Devotos + Flicts + Excluídos + Deserdados + Kob 82

Histórico? Com toda certeza sim. O RedStar Fest, evento idealizado pelo ativo selo de punk/hc/metal RedStar reuniu na mais aconchegante casa de shows paulistana ( Hangar 110), 5 nomes de peso do punk, hardcore em suas mais diversas facetas e vertentes.

Gostei da pegada Punk do Kob82, banda que recentemente lançou o play "Propaganda Pelo Ato" e que fez um show bacana com uma sonoridade bem próxima de bandas que mesclam punk com hc. Rolou até um cover de "Que Vergonha" do Olho Seco, um dos clássicos do Punk Nacional e quiçá, mundial.
Kob 82 abrindo a noite
Um pequeno hiato e os acordes do rock voltam a dominar o recinto. Dos amplificadores sairam um apanhado de canções do famoso Rock de Combate! Me refiro ao trio DESERDADOS!Com 2 décadas de história, o grupo formado em 1995 no Jardim Iguatemi, extremo "lost" de São Paulo mostrou no palco do Hangar 110 que continua dando o sangue no Punk. Como bem disse o baterista Favela, desde o início do punk falam que o punk acabou... mas se depender do Deserdados, só pela amostra que vimos neste show, o punk apenas começou e se é que existe um fim, ele está há anos luz de distância. PUNKS NOT DEAD!
Como de costume, o show do Deserdados é um verdadeiro "baile". Todo mundo cantando junto, pogando, dançando e curtindo a vibração positiva do rolê.Apresentação memorável como aconteceu em todos os shows que conferi dos caras. "Mau Exemplo", "Em 77", "Rock de Combate" e "Yo Quiero Ser Libre" são hits que mostram a força que a banda tem. Rolaram sons do novo álbum "Mais Um Dia", mais um lançamento da Red Star Recordings. 
Deserdados e seu baile punk rock!
O que dizer sobre o quarteto Excluídos? Muitos anos que não os via , sem dúvida foi empolgante e contagiante o modo como tocaram e a receptividade do público que "jogou junto" com a banda. Sensacional, sem mais! O som do Excluídos sempre me remete a BuzzCocks e a melodia vocal do Ronaldo é incrível. Show foda! 
Excluídos, topetes e lagriminhas! =) 
Eu não tinha pressa, mas o Devotos sim. Ao menos na velocidade com a qual executam suas canções. Direto do Alto Zé do Pinho, os caras brindaram o público paulistano com seu hardcore/punk de raíz,com aquele toque diferenciado com o qual desenvolveram sua sonoridade própria.
 Cannibal declamava entre uma canção e outra, e ainda pediu em uma das canções para que se fizesse uma roda só de gurias. Máximo respeito ao Devotos que teve como pontos altos do show canções como " Eu Tenho Pressa" e o grande clássico da banda, que fechou a apresentação: "Punk Rock Hard Core é no Alto do Zé do Pinho". Sim, foi do caralh#%!!
Devotos: foi ducarai!
Pra encerrar, o Flicts confirmou o motivo pelo qual e tido por muitos como um dos principais nomes do Punk Rock nacional.
Melódico, agressivo, 77, e o que mais couber dentro do contexto punk rock, se aplica à sonoridade dos caras que colocaram o público para cantar numa só voz já no primeiro som, que é um tapa na cara dos fascistas. As vozes ecoaram nestas estrofes:
"Foda-se a bandeira do estado de São Paulo,
Foda-se a bandeira e o hino nacional,
Fascismo enrustido sob as cores do estandarte,
Velando o ódio ao livre amar e a diversidade!"
FLICTS: foda-se as bandeiras! 

Arrepiante! Pra ir embora com um sorriso no lábio e alegria no coração. Que venham mais e mais edições do RedStar Fest, sempre com bandas de atitude positiva. Até a próxima, hemanos e hermanas. 




domingo, 23 de novembro de 2014

MATINÊ HARDCORE COM NUCLEAR FROST, FUTURO, ORNITORRINCOS (POA), TERMINAL NATION e STAND ACCUSED

O que dizer quando você tem a oportunidade de ver a banda que um amigo que trocava cartas contigo com selo de 0,01 cents te apresentou?
O cenário do rolê foi a famosa casa Matilha Cultural, em São Paulo, onde os gaúchos portunhois do grupo de rock boladão Ornitorrincos deram o ar se sua graça com a energia contagiante de um show divertido e entusiasmado.
A saber: o Ornitorrincos eu conheci pelo meu parça Guilherme, que eu não via há anos e que hoje toca na própria Ornitorrincos. Ele me gravou uma fita k7 na época, e eu pirei na viagem dos caras e no modo de cantar, com um dialéto very crazy que parecia, mas não era, espanhol.

Quando cheguei já tinha rolado uma das bandas eu acho, ou não tocaram? (Stand Accused)Não sei, só sei que foi assim. A primeira banda que vi portanto foi o  dueto Terminal Nation , que fez um set rápido e raivoso, não conhecia a banda.
Nuclear Frost: devastação total!

Ao contrário do Nuclear Frost, que eu já tinha escutado algo e ouvido falar, mas nunca tinha reparado com atenção. Nada melhor do que conhecer direito vendo-os ao vivo. Caralh#, que apresentação devastadora!! Aquele metalzão punk que a gente gosta, a gente ama, a gente pira, a gente gama! s2 Clima de festa, união, e aquela atmosfera que me lembrou os rolês antigos de punk/hc que eu colava. Como é legal esta vibe! E foi nesse  mesmo clima que rolou a apresentação da Ornitorrincos.
Ornitorrincos: festa e alegria!!

Ninguém parado, punk rock blackflaguiano com aquele lance very crazy gauchês.
O Gui ofereceu a música dos correios pra mim, grande emoção rapá!

Fechando, a banda Futuro mandou ver num punk com pitada de anos 80, skate, e muitas referências diversas se você prestar bem atenção. Momentos altos: cover do Violeta de Outono(!!!!!) e participação do Kalota ( Ex-Point of No Return, e hoje no O Inimigo).
Futuro: punk com direito a versão louca de Violeta de Outono!

Eu creio que de todos os lugares que vamos,  trazemos algo pra casa, não digo coisas materiais, mas abstratas muitas vezes. Desta vez, pra casa, levei a feliz lembrança de rever pessoas de milianos, trombar os amigsx, uma camiseta e um vinil da Ornitorrincos ( Rolou um zine foda também que o Gui faz, o Outono ou Nada, vale a pena) e aquele sentimento bom dentro do peito.
Only Punks Are Pretty - poster em exposição no evento

As fotos tosquinhas captei pelo cel, o vídeo da Ornitorrincos é do Rogério Art Till Death.
Voltem logo, Ornitorrincos! =) 'A distância é só um detalhe' .

domingo, 26 de outubro de 2014

GARAGE FUZZ, BULLET BANE, RAWFIRE E BLACKJAW- FUZZ FEST SP- 24/OUT/2014 - HANGAR 110

Acordei feliz, pensando: ''Bah, finalmente é sexta-feira, dia mundial da felicidade proletária!".  Até veio na mente um outro pensamento a seguir: "Se fosse no livro do Orwell, provavelmente eu seria punido, a polícia do pensamento me tacharia de revolucionário/revoltado de esquerda, pelo pensamento anterior"... É meu caro, em vésperas de eleições onde as pessoas vomitam qualquer fanatismo sem ao menos refletir, tais pensamentos não são delírios... divagações, máxima da minha vida desde sempre.

Mas o que faria a sexta-feira tão mais interessante é que eu estava praticamente livre do trabalho no fim de semana ( sim, eu merecia descansar após uma semana nível hard de labuta), e principalmente que eu iria mais tarde à casa de shows que confesso, é minha preferida há quase duas décadas: Hangar 110.
BLACKJAW
Mais uma vez, rumo ao metrô Armênia, e dessa vez, o trânsito tenso rumo ao Tatuapé me propiciou a audiência de conversas que eu jamais gostaria de ter presenciado. Mas isso não vem ao caso, certo? 
Retomando, o palco do Hangar 110 teve a presença da nova geração de bandas que investe na pegada mais melódica do punk e hc, com o encerramento da banda "mãe" desta escola rockeira, digamos assim. A edição paulistana do FuzzFest, organizada pelo seminal GARAGE FUZZtrouxe além dos anfitriões do rolê, as bandas BULLET BANE, RAWFIRE e
BLACKJAW. 
Precisa dizer que foi foda? 
Então tá dito. 
RAWFIRE
Rawfire e BlackJaw, que abriu a noite, fizeram shows rápidos e empolgantes, pra fã de hardcore predial nenhum botar defeito. 
Curti muito o Bullet Bane, achei diferente do que eu havia escutado, não acompanho muito a banda e confesso que com esse show fiquei bem curioso, principalmente pela pegada dos caras que mistura diferentes elementos e agregam tudo num som que mostra uma identidade própria da banda. 
BULLETBANE

Após o final apoteótico do Bullet, os mestres GARAGEFUZZ chegaram na humilde, na melhor vibe do mundo e levaram o Hangar 110, lotadaço, a dançar, pular, moshar e se bater, a cada música executada.o START veio com a explosiva "Dear Cinnamon Tea".
Farofa sempre simpático, como toda banda, se divertia e mostrava o motivo pelo qual a banda tem tanto respeito e carinho do público: humildade.
GARAGE FUZZ
Registrei (na humilde também) alguns momentos do show, com minha podre câmera do celular. Como moro na perifa e se perdesse aquele trem que sairia as onze horas, e outro só amanhã de manhã, vazei logo após o clássico Rocking Chair, mas levei comigo a certeza de que aquele havia sido mais um dos shows históricos do hardcore brasileiro, pra se guardar no coração. 

terça-feira, 7 de outubro de 2014

SPHC FEST XVII- Inferno Club - Augusta- 05/outubro/2014 - QUESTIONS, CHUVA NEGRA, DECEIVERS

Domingueira, dia de ruas cheias de imundícies eleitoreiras, aka panfletos e santinhos de candidatos. Dia triste para o estado de São Paulo, que consolidou mais uma vez o retrocesso ao eleger (reeleger) um governo que se apoderou há mais de 2 décadas do poder sucateando a educação ( posso falar disso pois sou professor do Estado). Porém, dia (noite, né) também de por alguns instantes, esquecer tal mazela, e celebrar o hardcore em mais uma edição do clássico festival SPHC FEST.
Não consegui chegar antes pra conferir as primeiras bandas, o "Dias de Mal Estar", direto de Curitiba, e o Escuro.


O meu brother Rogério (Art Till Death),disse que foi bem legal os shows de ambas as bandas, e com certeza vou procurar conhecer um pouco mais a respeito.
Não demorou muito e  o Deceivers , banda de Brasília, começou seu set arrasador, com uma pegada bem HCNY, me lembrando um pouco o Biohazard.

Quando conheci a banda, foi por meio de uma demo-tape que eu tenho até hoje, chamada Redrun, a pegada era bem Rap, naquela linha "metal Adidas" que consolidou bandas como Korn e Limp Bizkit, por exemplo. Mas em quase nada o Deceivers de 2014 me lembrou aquele da fita k7, a não ser pela energia, garra e disposição. Belo show, e que venham mais vezes pro estado da falta d'água.

O show acabou e os presentes já estavam ansiosos pelo grande Chuva Negra, banda que tem uma galera de responsa no cast, como o Chinho, que fez história no saudoso Full Heart.
Na vibe, mandaram sons de toda a carreira, com direito a serem aclamados pela galera, muito mosh e coros em todas as músicas.

O Inferno Clube estava cheio, mas bem transitável, quando a banda Questions, anfitriã da festa, subiu ao palco pra alegria dos presentes que atenderam ao chamado do vocalista Edu e chegaram ali pra perto da banda.

Antes do show começar, e várias vezes durante a apresentação do Questions, foi pedido que devolvessem o celular do DJ Marcio, que no intervalo mandou várias pedradas do R.A.P pra galera.
Infelizmente, o bang não apareceu, e isso fez com que o show, segundo palavras do próprio vocalista Edu,não fosse tão foda. Zuado num rolê assim acontecer o tipo de coisa que tantas vezes, se cobra de governos e etc. Mas fiquei sabendo que vai rolar um show pra juntar grana pra comprar um celular pro maluco, ideia da hora!

Tirando essa fita, pra mim o show foi demais, primeiro show do Questions que presenciei, lembrando que tenho em algum lugar perdido em casa, a demo-tape da More Beer, o "embrião" do que veio a se chamar posteriormente, o Questions.
Um evento foda que ,tirando a fita do celular, não teve nenhuma treta, ao contrário, o que se via era a galera curtindo, tomando uma breja de boa, ou sentado, ou dançando, e vivendo o espírito hardcore. Aquele lance que o próprio grupo versa na canção "Out of Society".
Que venham os próximos e que a chama nunca se apague.

domingo, 7 de setembro de 2014

SURFACE: ANVERSO - NOVO CD E DVD DA BANDA DÁ UMA AULA DE PUNK E DO IT YOURSELF

Depois de um certo hiato, nada como retomar o zine/blog em grande estilo. Dias atrás chegou até mim o mais novo trampo do meu camarada Cientista e da banda paranaense Surface.
Se trata do CD e DVD “Anverso”, que traz um CD gravado em estúdio este ano, com 15 faixas que englobam a discografia da banda, um show de 2013 com as mesmas canções e um documentário onde eu tive a honra de participar comentando como conheci a banda em meados de 1997 ( faz tempo, ein?).
Conferindo o Anverso e participando do documentário, grande honra s2 

Como bem disse Cientista, baterista da Surface e batalhador não só da cena de Londrina, mas nacional, afinal de contas, foi ele o idealizador da fantástica e histórica série de coletâneas HC SCENE, via Lab Records- selo que ele criou para lançar as coletas e discos da Surface- :
 “Reclamar da vida é fácil, difícil é fazer algo para as coisas mudarem”. Essa perspectiva de olhar expressa por ele e pela banda servem de inspiração pra quem sonha em gravar seu disco, lançar seus trabalhos, e também como um tapa na cara de quem acha que as coisas caem do céu.

Com uma qualidade acima de muitos trabalhos feitos pelo “alto escalão”, Anverso se destaca pela simplicidade, pela raça e pela sinceridade, características que saltam aos olhos e ouvidos. O DVD ainda contém outro documentário da banda coirmã da Surface, a Hard Money, que também vale a pena dar uma sacada.

Dentre as canções, destaco “Viva a diferença” , que está presente na demotape Split ( uma das primeiras, senão a primeira que comprei na vida) e “Outro Engano”- minha favorita. Composições que possuem sim um forte apelo pop, porém, no melhor sentido e acepção da palavra.
As guitarras bem trabalhadas de  Paula e Miguel somadas à voz suave e marcante de Debora, além da competente Claudia ( baixo) e a cozinha de Cientista, garantem não só diversão durante Anverso,mas também a reflexão acerca de diversos temas cotidianos e até mesmo politizados ( como em “Adote, não compre”).
Mas não é só isso, o trampo da Surface é uma verdadeira aula de paixão pelo punk rock e do lema chave que todos nós que nos envolvemos com o underground e o punk carregamos em nosso DNA: FAÇA VOCÊ MESMO.


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

DEAD FISH - HANGAR 110 - SP - 01/09/2013

Alguns anos depois, nem me lembro ao certo o hiato, fui parar num show dos capixabas do Dead Fish. Muito tempo também que eu não via um Hangar 110 cheio, reflexo de duas décadas e tanto de estrada e amor pelo hardcore, trilhada pelo quarteto hardcore que sem dúvida está entre os mais queridos do país.

Antes do Dead Fish, houve a abertura do evento com as bandas Pau no Gato , hc bem calcado na velha escola:
PAU NO GATO

 ... e  na sequência o Water Rats...


Na verdade isto não é uma resenha, é mais uma nota e pra postar algumas fotos toscas que consegui fazer. Vida longa ao Dead Fish, que está cada vez melhor, fazendo um som coeso e com  personalidade própria, fato aliás, comum desde os primeiros discos.
DEAD FISH ORQUESTRA

RODRIGO HAWAIANO

JOGARAM UM LÍQUIDO NA LENTE

domingo, 9 de junho de 2013

Lançamento da Coletânea Meus Amigos Bebem Muito Café CIAM SP - 08/JUNHO/2013


Sábado de outono na zona leste de São Paulo, depois de alguns cafés e 2 ônibus, cheguei no CIAM para o evento de lançamento do volume 4 da coleta Meus Amigos Bebem Muito Café. Ansiedade foi muita.
Primeiro, porque foi o primeiro evento do zine, distro, blog, selo e futuramente editora M.A.B.M.C. Segundo pois além da expectativa de todas as bandas colarem, cumprirem o cronograma pra não atrasar o lado de ninguém e conseguir ajudar a galera que não conhecia o lugar, chegar de boa no pico. Segundo porque era o primeiro show da banda Kick To Hell, idealizada pelo meu amigo Douglas e a Carol, motivo de eu deixar de lado o comodismo musical e tentar aprender a tocar baixo.
Rogerio Art Till Death expondo seus trampos

E confesso pra quem acompanha meus projetos que valeu muito a pena. Seja pelo suporte da casa CIAM na figura do grande Dimas, que deixou todos a vontade e até curtiu os Raps “vida loca” que mandei na discotecagem, seja na figura do querido Marcello Kaskadura, brother de milianos e que eu tenho a certeza que será por todo o sempre, que além de ser meu parceiro de banda ( tocamos juntos no Cannibal Coffee) ,  fez todos os corres possíveis pro evento rolar, e acima de tudo seja pelas bandas todas que prestigiaram o rolê e tocaram com puta vontade e atitude, além do grande Rogério Art Till Death que gentilmente atravessou a cidade com seu gps e foi expor os belos trampos dele pra galera, tudo só veio reafirmar minhas convicções acerca do faça você mesmo.
Banquinha de materiais alternativos nunca pode faltar

O evento começou com Thaide e DJ Hum nas pick ups e depois veio o Punk clássico do 90 Em Chamas no palco que iniciou as apresentações da tarde com seu som cheio de energia e vibração. Foda ver o Jonas Tarota na ativa, desta vez, mandando ver nas baquetas. A banda toda é foda e eles estão fazendo um trabalho de muita responsa.
90 em chamas

Depois de mais sons inusitados foi a vez da Kick To Hell fazer seu debut. Fudido tocar com meus amigos, e seremos sempre gratos pela força do Diego (Atos de Vingança, Cannibal Coffee e outras zilhões de bandas que não irei lembrar) que emprestou o baixo e a guitarra, e ao Marcello que deu suporte na batera. Infelizmente roubaram os instrumentos da banda dias atrás e talvez nem tocaríamos. Valeu de coração por tudo.
Kick To Hell
 O show do Kick To Hell foi ainda mais rápido do que o costume, deve ter sido a adrenalina hahahahha. Tocamos os 5 sons da nossa demo, abrindo com Kamikaze Suicida, música que provavelmente seja regravada em uma nova versão de 15 segundos para um projeto desenvolvido pelo guitarra da banda, Douglas. Em breve falarei mais a respeito deste projeto que se trata de uma coletânea com sons de 15 segundos.
Vingança Cannibal To Hell

Claro que algumas vezes, algo atrasa e não sai como planejamos, isso é da vida. Como o pessoal de uma das bandas ainda não tinha chegado em sua totalidade, de última hora para preencher o vazio, rolou uma jam session entre membros do Cannibal Coffee, Atos de Vingança e Kick To Hell e foi formada a quadrilha (na verdade trio) Vingança Cannibal To Hell, com Kaskadura esmurrando a batera, Diego vomitando os vocais e tocando o terror na guita e Luis sangrando os dedos no baixo. Insano!

Na sequência rolou a discotecagem grunjona e hc na veia da Carol, mandou bem com Nirvana, Dead Kennedys no talo e muito mais.
Hollowood


 Serviu para aquecer a apresentação seguinte: Hollowood! Bem legal o som dos caras, já tinha uma galerinha lá pra ver os meninos que fizeram um som que me lembrou umas nuances emo old school quando era legal falar que algo era emo. Eu odeio rotular as coisas, então pense na palavra rock e tá tudo certo.
Shimbaus Trio

Chega a vez do Shimbaus Trio, de Diadema pro mundo,cara! O som deles é bem antenado, mas isso não quer dizer que eles se importem com tendências ou algo assim. Pelo menos eu senti que eles tocam com sinceridade e coração, e fazem um som de muita qualidade e sentimento. Rolou um cover de Noção de Nada no set dos caras!
Lord Groselhator

O clima começou a pesar (no bom sentido! ) quando o Lord Groselhator começou tocar o terror em forma de metal, black, grind ou sei lá o que hahahah . Porra, fantástico! achei sensacional este projeto que reúne um pessoal da velha guarda, como o Maxx Soto, com quem já tive o prazer de dividir o palco nos anos 90 quando ele tocava no Toy Confusion. Rápido, bruto e pesadão pra acordar até defunto. Puta show.
Doppelgangers

Doppelgangers é outra puta banda! Senti a pegada Cap N’ Jazz desde o início, e o público se divertiu pra caralho com eles. Um detalhe que eu achei interessante no decorrer do evento, mas que num primeiro momento confesso que não simpatizei, foi o fato da apresentação das bandas ocorrer exatamente dentro da sala do estúdio. Na verdade, não influi em nada, e eu particularmente achei ainda mais legal. A porta tava aberta, então era só entrar fi! E o pessoal curtir face a face com os Doppelgangers! Valeu Marcelo e a banda toda, super simpáticos e compreensivos com lance de horário e tudo mais. Final fugaziano foi épico!
We Are Piano

Chega o We Are Piano com seus milhares de pedais e acompanhados de 50 mil manos, fazendo a alegria de todos os presentes no CIAM. O barato foi louco e fiquei muito empolgado com a energia dos guris e a vibe da galera, showzão!
Blues DrivE Monster


Acompanhei apenas um trecho da banda seguinte,mas foi o bastante para sacar o motivo do sucesso do Blues Drive Monster, que fechou o bang com chave de ouro, com todo mundo dançando, pulando, sorrindo e mostrando que 2, 3, 4, 10 corpos ocupam o mesmo espaço sim, e mandando ver num rock visceral e de qualidade, como todas as bandas presentes.
Galera no rolê

Independente do estilo de som, quebrada que cada um vinha, foi tudo na paz, deu tudo certo. Tive um retorno muito positivo, das bandas, do pessoal que veio falar comigo sobre futuros projetos, enfim, vislumbrei sem grandes expectativas este evento antes de colocar em prática e tive um retorno sensacional. Éo melhor tipo de retorno que você pode ter quando faz algo puramente por ideologia e vontade de movimentar algo, misturar pessoas diferentes, entrar em contato com outras realidades. Este retorno é a sensação de que tudo deu certo. Espero não parar por aqui e fazer sempre melhor, pra que tudo sempre role na vibe da positividade e confraternização.

Obrigado bandas, CIAM, Marcello Kaskadura, bandas que não puderam tocar, pessoas que foram, pessoas que não foram mas ajudaram, Diego Atos (gratidão enorme mano), Jonas que fez o corre dos CDs, bandas, amigos das bandas, quem colou e não conheço, meus amigos e amigas que foram lá e andaram 40 minutos a pé, caraio, só quem é ein Iane?
Com carinho, valeu mesmo.
Luis Coffee