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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

MEUS AMIGOS BEBEM MUITO CAFÉ #6

E a sexta edição do programa chegou chegando. Entre as novidades, bloco do Douglão, Bloco do ouvinte com o mano Mamma, novos petardos no momento Kaska e a anarquia de sempre. Só ouvir, baixar e disseminar!


BLOCO 1 MEU MP3

1- POTSHOT – WE ARE POTSHOT – ska japa louco e com aquela pegada hc
2- Buffalo tom – summer – canção clássica, naquela levada indie que nóis gosta
3- Delinquents Habits- 3 delinquents ( hip hop latinão, bem louco, só quem eh)
4- Fugazi – merchandise- dispensa comentários, talvez a banda mais influente do mundo

BLOCO COVER, VERSÕES E AFINS

1- CAMISA DE VÊNUS- CONTROLE TOTAL ( VERSÃO DO CLASH)
2-SILVERCHAIR- MINOR THREAT

BLOCO DO DOUGLÃO

1-(hed)P.E. - Lock And Load
2-bbq chickens - Keep it Real
3- The Accüsed - Distractions

Bloco Tarantino 

1- URGE OVERKILL- GIRL , YOU’LL BE A WOMAN SOON ( PULP FICTION) tema marcante de Pulp Fiction
2- Chris farlowe – Paint it black (cover dos stones) 
3- OHIO EXPRESS- CHEWY, CHEWY 

BLOCO MOMENTO KASKA

1-Rosto Morto (Cristiano Onofre) - curta metragem da Chama Vídeo Independente
2-Asfixia Social - A nossa voz é uma bomba
3- Sacrilege - Lifeline

BLOCO DO OUVINTE

PEDIDO DO MAMMA - PARTE 1 COM A CANÇÃO PRA MIM O CÉU É SEMPRE CINZA 

BLOCO FINAL
- SHOW DIA 26 /SET COM CAD + PEROSSI EXPO NO CIAM
-POESIA SOLANO TRINDADE 

chega pra somar!

www.facebook.com/meusamigosbebemmuitocafe
www.coffeealot.blogspot.com.br/

www.radiopontoalternativo.com.br

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Demos, cds,vinis e reviews


Sempre recebo, compro e ganho bastante coisa legal em termos de discos, cds, mp3 e tudo mais. Confira o que de mais legal caiu na minha mão nos últimos tempos.

Beach Lizards “Spinal Chords”


Este CD é um relançamento de 96, com mais 14 faixas bônus extraídas de demo-tapes e afins. Pra quem não conhece, o Beach Lizards era (é) do Rio e fazia (faz?) um som mezzo surf, mezzo punk, mezzo skate, e por aí vai. Na capa a referência ao selo é ao curitibano Barulho Records, no entanto, li no encarte que se tratava de um relançamento via Thirteen records. Seja lá quem lançou, vale a pena pra sacar a circa noventa e pouco tupinikin.

Desgraça Sonora #1 – V/A

Coletânea produzida pelo extinto selo teenager in a box, não tenho certeza mas creio que tenha sido um dos últimos, senão, o último lançamento deles. O som da desgraça ecoa dos falantes com 20 bandas intensas e barulhentas, entre elas os veteranos do Armagedom,o rapcore do Artigo DZ9, os punks do Atos de Vingança , além do clássico Tijolo Seis Furos lá do sul e o Reiketsu que marca presença com um puta som chamado “Pressão”. O CD ainda tem as bandas Vou Cuspir No Seu Túmulo, Post Atomic Dogs, Leprose, Slag, Pode Pá, Nosso Ódio Irá Atacar, Visão Vermelha, Obliteração, Macgyver The Animal, Porcria, Entendeu?, Sistema de Mentiras, Sujeito a Lixo, Thrash Hungry Punx, e E.R.R.O.

Chaoz Day vol 2- V/A

Lançamento mais antigo, de 2009, veio pra mim se não me falha a memória, em algum sorteio de Facebook e afins. Produça da Casa Punk Records e é uma das coletâneas que mais curto pois além de trazer o RawPunk do grande Luta Armada, ainda têm uma das bandas que eu mais amo no país, o Deserdados!

 No cast temos ainda o Estado de Guerra,Ódio Brutal, Colisão Social, Geração Ofensiva, Cirrose Cerebral, Ódio Social, Taquicardia e Plebeus Urbanos. Altamente recomendado pelo zine e por mim e mantendo a chama punk acesa, de fato!

UV Mobile – Último Volume- V/A

Outra coleta, desta vez recebi como antigamente, via correio, do blog Disco Furado. Lembrei na hora daquele lance anos 90 de fitas cassetes chegando direto pra serem resenhadas no zine impresso. Se trata de uma compilação da rádio Lumen, com várias bandas da cena indie, eletrônica, onde eu destaco entre os 17 grupos, o rap bacana do Cabes MC e o rockinho moderno do Audac com a canção Real Painkiller. 

 Ótima iniciativa da rádio. Para quem não sabe, UV Mobile é um quadro do programa Último Volume que vai ao ar desde 1997. Acompanhe a rádio e o trampo dos caras : ultimovolumeradioshow.blogspot.com.br

Jerseys – EP – 2013

Formado por Phernandu - Vocal and Guitar, Japa - Bass and Backing Vocals ,Flávio - Guitar e Tim - Drums and Drinks, o quarteto santista faz seu debut num EP que transpira energia e pegada rock mesclando punk rock e vocais pique Social Distortion, Hot Water Music e Alkaline Trio. Alguns momentos mais punk/hc como em Punk rock Song/hate hate hate, e feeling total em Word and Honor. Muito legal e você pode conferir tudo na faixa via bandcamp http://jerseys.bandcamp.com/.


Chaoz Day 2013- vivemos o punk e é isso que somos!- V/A- CD duplo

FU-DI-DO! Assim eu defino esta coletânea que sem dúvida, está entre as mais bem produzidas e de mais atitude que já vi naquilo que convencionamos a chamar de “cena”. Acho que a palavra cena aliás, encontra neste projeto a melhor acepção que o termo poderia encontrar. 20 bandas distribuídas democraticamente em 2 CD’s com 2 sons cada. E tudo na mesma qualidade (ótima) e energia. Algumas diferenças musicais, até de ideias, mas que somam durante a coleta e fazem com que este CD soe como algo carregado de honestidade, verdade, raiva, ódio, amor, energia e som porrada na orelha.

No cast, as seguintes bandas:
 CD 01 - Luta Armada (SP) , Maldita Ambição (Litoral SP) , The Bloodclots (U$A) , Pós - Guerra (SP) , Resto De Lixo (Arujá) , Mollotov Attack (ABC) , Sarjeta (SP) , Atos de Vingança (SP) , Antagônicos (Franco da Rocha) , Doosday (Colômbia).
CD 02 -Calibre 12 (SP), Confronte Stage (Ukraine) , Síndrome Letal (DF) , The Squintz (DF) , Open Beer (Francisco Morato) , Vozes Incômodas (SP) , Para Raio Da Desgraça (RS) , Guerra Urbana (PE) , Escöria (RS) , Sub Existência (SP). Estados unidos, Brasil, Colômbia e Ucrânia compõem a coleta que me remete aos melhores momentos ou ao menos, os mais marcantes do Punk, como a coletânea SUB, Ataque Sonoro e Grito Suburbano.
Coube ao trio Rawpunk Luta Armada, abrir o play de maneira ímpar. Cantando em inglês, os sons Still Punx & Still Poor e S.U.S arregaçam, sem mais. Gostei muito do Bloodclots dos EUA, sempre bacana conhecer bandas de outros lugares e esta eu de fato, nunca havia escutado. O Mollotov Attack é outra banda que marca presença, esta já tive o prazer de ver ao vivo aliás. E o que dizer do Atos de Vingança, cada vez se superando mais e fazendo um som mais treta a cada nova gravação? Banana Mecânica, segunda faixa da banda na coletânea, já aparece com ares de clássico do underground.
Antagônicos é outra que não conhecia e gostei muito, assim como todas as bandas do projeto, sem exceção. Como é foda comentar banda por banda e acho que muito melhor do que ficar aqui tecendo comentários, é ouvir a parada, apenas vale a menção de que o grande Sub Existência fecha o CD com “Fogo Cruzado” e “Sob condicional”, faixas presentes no recente CD da banda que já saiu até aqui no zine. Garanta o seu, vale a pena fortalecer e somar com estes guerreiros da música Do It Yourself.

SxPxSxC – Subversão ao podre sistema capitalista

Banda punk/hc da zona oeste de SP, na ativa desde 2000. Quem jogou na minha mão este cd/demo foi o Favela, que toca bateria no SxPxSxC e também do Deserdados. São 6 sons bem gravados, rápidos e sem delongas, no espírito foda o sistema.

Doppelgangers- This shit is not for Pablo- Ep/demo

Usar o que se têm de recursos pra fazer algo bacana, por mais simples que seja. Este foi o primeiro pensamento que me veio quando peguei na mão o cdzinho dos Doppelgangers. Sem firula, sem frescura, direto ao ponto: encarte com as letras, dobradinho e fazendo as vezes de capinha, e ainda um tipo de pôster bem simpático dentro. 

E o CD é legal, mas talvez não agrade quem não está acostumado com propostas de bandas como Joan of Arc ou os mestres Kinsellas Cap n” Jazz. Tá que é “chover no molhado” (a expressão mais clichê da face da terra), mas não dá pra dizer que os caras não buscaram ali na fonte Kinsellana. Ouça e tire suas conclusões. Eu já sou suspeito pra falar, virei fã e o show que eles fizeram no lançamento da coletânea Meus Amigos Bebem Muito Café foi muito foda.
discoseafins.tumblr.com

Shimbaus Trio- Passeio a dois

Taí um disco que eu nunca consigo parar de ouvir. É feito um conto de Clarice ou um Romance do Kafka, daqueles que você pega e não consegue parar. Mais ainda, dá sempre vontade de retomar a leitura, ops, audição. 
shimbaus no evento mais cafeinado do ano

  Pegada indie rock, letras que dialogam com texturas, locais, pessoas, transportando os contextos como mudanças de estações. Destaque para “Maca do amor”, canção que talvez sintetize este trabalho tão especial que caiu em minhas mãos.

Rompendo fronteiras- Compilação Libertária- 6 way Split- cdr

O Rogério Art till Death que me deu este CD pesadão com as bandas Espanto, Plebeus Urbanos, Narcose, Recus@rmada, Psicultura e Vítimas do Ódio. Cada banda com 4 sons que trilham do punk ao hardcore toscão e insano. Em “Morte no INSS”, o Narcose investe numa pegada mais “rapeada”, dentro do HC característico. Vale a pena dar uma sacada neste play, ótima iniciativa da Plebe Records, Grito de revolta distro e Extreme Noise Discos.

Ódio Social – 7”

Lançado pela HARDCAOS, o vinilzinho do Ódio Social transpira o puro ódio que faz justiça ao nome da banda em 5 singelas canções para te dar mais força (munição) no dia-a-dia. ‘Traços de um povo”, “Morrer de trabalhar”, “Calamidade” e “Som da alienação” mais “Avtomat Kalashnikova” compões a bolachinha. Saiu também uma versão em K7, corra atrás porque deve estar no final.




domingo, 9 de junho de 2013

Lançamento da Coletânea Meus Amigos Bebem Muito Café CIAM SP - 08/JUNHO/2013


Sábado de outono na zona leste de São Paulo, depois de alguns cafés e 2 ônibus, cheguei no CIAM para o evento de lançamento do volume 4 da coleta Meus Amigos Bebem Muito Café. Ansiedade foi muita.
Primeiro, porque foi o primeiro evento do zine, distro, blog, selo e futuramente editora M.A.B.M.C. Segundo pois além da expectativa de todas as bandas colarem, cumprirem o cronograma pra não atrasar o lado de ninguém e conseguir ajudar a galera que não conhecia o lugar, chegar de boa no pico. Segundo porque era o primeiro show da banda Kick To Hell, idealizada pelo meu amigo Douglas e a Carol, motivo de eu deixar de lado o comodismo musical e tentar aprender a tocar baixo.
Rogerio Art Till Death expondo seus trampos

E confesso pra quem acompanha meus projetos que valeu muito a pena. Seja pelo suporte da casa CIAM na figura do grande Dimas, que deixou todos a vontade e até curtiu os Raps “vida loca” que mandei na discotecagem, seja na figura do querido Marcello Kaskadura, brother de milianos e que eu tenho a certeza que será por todo o sempre, que além de ser meu parceiro de banda ( tocamos juntos no Cannibal Coffee) ,  fez todos os corres possíveis pro evento rolar, e acima de tudo seja pelas bandas todas que prestigiaram o rolê e tocaram com puta vontade e atitude, além do grande Rogério Art Till Death que gentilmente atravessou a cidade com seu gps e foi expor os belos trampos dele pra galera, tudo só veio reafirmar minhas convicções acerca do faça você mesmo.
Banquinha de materiais alternativos nunca pode faltar

O evento começou com Thaide e DJ Hum nas pick ups e depois veio o Punk clássico do 90 Em Chamas no palco que iniciou as apresentações da tarde com seu som cheio de energia e vibração. Foda ver o Jonas Tarota na ativa, desta vez, mandando ver nas baquetas. A banda toda é foda e eles estão fazendo um trabalho de muita responsa.
90 em chamas

Depois de mais sons inusitados foi a vez da Kick To Hell fazer seu debut. Fudido tocar com meus amigos, e seremos sempre gratos pela força do Diego (Atos de Vingança, Cannibal Coffee e outras zilhões de bandas que não irei lembrar) que emprestou o baixo e a guitarra, e ao Marcello que deu suporte na batera. Infelizmente roubaram os instrumentos da banda dias atrás e talvez nem tocaríamos. Valeu de coração por tudo.
Kick To Hell
 O show do Kick To Hell foi ainda mais rápido do que o costume, deve ter sido a adrenalina hahahahha. Tocamos os 5 sons da nossa demo, abrindo com Kamikaze Suicida, música que provavelmente seja regravada em uma nova versão de 15 segundos para um projeto desenvolvido pelo guitarra da banda, Douglas. Em breve falarei mais a respeito deste projeto que se trata de uma coletânea com sons de 15 segundos.
Vingança Cannibal To Hell

Claro que algumas vezes, algo atrasa e não sai como planejamos, isso é da vida. Como o pessoal de uma das bandas ainda não tinha chegado em sua totalidade, de última hora para preencher o vazio, rolou uma jam session entre membros do Cannibal Coffee, Atos de Vingança e Kick To Hell e foi formada a quadrilha (na verdade trio) Vingança Cannibal To Hell, com Kaskadura esmurrando a batera, Diego vomitando os vocais e tocando o terror na guita e Luis sangrando os dedos no baixo. Insano!

Na sequência rolou a discotecagem grunjona e hc na veia da Carol, mandou bem com Nirvana, Dead Kennedys no talo e muito mais.
Hollowood


 Serviu para aquecer a apresentação seguinte: Hollowood! Bem legal o som dos caras, já tinha uma galerinha lá pra ver os meninos que fizeram um som que me lembrou umas nuances emo old school quando era legal falar que algo era emo. Eu odeio rotular as coisas, então pense na palavra rock e tá tudo certo.
Shimbaus Trio

Chega a vez do Shimbaus Trio, de Diadema pro mundo,cara! O som deles é bem antenado, mas isso não quer dizer que eles se importem com tendências ou algo assim. Pelo menos eu senti que eles tocam com sinceridade e coração, e fazem um som de muita qualidade e sentimento. Rolou um cover de Noção de Nada no set dos caras!
Lord Groselhator

O clima começou a pesar (no bom sentido! ) quando o Lord Groselhator começou tocar o terror em forma de metal, black, grind ou sei lá o que hahahah . Porra, fantástico! achei sensacional este projeto que reúne um pessoal da velha guarda, como o Maxx Soto, com quem já tive o prazer de dividir o palco nos anos 90 quando ele tocava no Toy Confusion. Rápido, bruto e pesadão pra acordar até defunto. Puta show.
Doppelgangers

Doppelgangers é outra puta banda! Senti a pegada Cap N’ Jazz desde o início, e o público se divertiu pra caralho com eles. Um detalhe que eu achei interessante no decorrer do evento, mas que num primeiro momento confesso que não simpatizei, foi o fato da apresentação das bandas ocorrer exatamente dentro da sala do estúdio. Na verdade, não influi em nada, e eu particularmente achei ainda mais legal. A porta tava aberta, então era só entrar fi! E o pessoal curtir face a face com os Doppelgangers! Valeu Marcelo e a banda toda, super simpáticos e compreensivos com lance de horário e tudo mais. Final fugaziano foi épico!
We Are Piano

Chega o We Are Piano com seus milhares de pedais e acompanhados de 50 mil manos, fazendo a alegria de todos os presentes no CIAM. O barato foi louco e fiquei muito empolgado com a energia dos guris e a vibe da galera, showzão!
Blues DrivE Monster


Acompanhei apenas um trecho da banda seguinte,mas foi o bastante para sacar o motivo do sucesso do Blues Drive Monster, que fechou o bang com chave de ouro, com todo mundo dançando, pulando, sorrindo e mostrando que 2, 3, 4, 10 corpos ocupam o mesmo espaço sim, e mandando ver num rock visceral e de qualidade, como todas as bandas presentes.
Galera no rolê

Independente do estilo de som, quebrada que cada um vinha, foi tudo na paz, deu tudo certo. Tive um retorno muito positivo, das bandas, do pessoal que veio falar comigo sobre futuros projetos, enfim, vislumbrei sem grandes expectativas este evento antes de colocar em prática e tive um retorno sensacional. Éo melhor tipo de retorno que você pode ter quando faz algo puramente por ideologia e vontade de movimentar algo, misturar pessoas diferentes, entrar em contato com outras realidades. Este retorno é a sensação de que tudo deu certo. Espero não parar por aqui e fazer sempre melhor, pra que tudo sempre role na vibe da positividade e confraternização.

Obrigado bandas, CIAM, Marcello Kaskadura, bandas que não puderam tocar, pessoas que foram, pessoas que não foram mas ajudaram, Diego Atos (gratidão enorme mano), Jonas que fez o corre dos CDs, bandas, amigos das bandas, quem colou e não conheço, meus amigos e amigas que foram lá e andaram 40 minutos a pé, caraio, só quem é ein Iane?
Com carinho, valeu mesmo.
Luis Coffee



terça-feira, 14 de maio de 2013

SAIU! MEUS AMIGOS BEBEM MUITO CAFÉ VOLUME 4!!!

Finalmente tenho a honra de realizar a quarta edição da coletânea mais cafeinada do underground brasileiro.
Muita coisa bacana rolando em diversas partes deste país imenso, isso é foda.
Quero agradecer todas as bandas que participaram do projeto, as bandas e pessoas que manifestaram o desejo de realizar eventos de lançamento da coleta em cidades diversas, as bandas que tocarão no evento do dia 08/06 que rolará no CIAM ( todas infos neste link http://www.facebook.com/events/531270996931913/)
flyer do evento

 ao Jonas ( 90 em chamas), Dimas (CIAM), Marcello Kaskadura (Subexistência- Cannibal Coffee- Atos de Vingança- Crônicas Marcianas- Sebo Última Quimera) Heder Honorio ( The Book Zine - Cannibal Coffee) e todos que ajudaram de qualquer forma.
O set list é o seguinte:

1-      DOPPELGANGERS- Veggie Ham on Rye
2-      MENOS 3 – Nascido nisso
3-      CANNIBAL COFFEE- Nietzsheria
4-      KICK TO HELL- Kamikaze suicida
5-      MAD BADS – Six Pack
6-      SAMERLI- cine favela
7-      HOLLOWOOD  - Bordeaux Waltz
8-      CHACAL- contramão
9-      LA BURCA- kid kid kid
10-   SAD GIRLS POR VIDA – Talita e o pé de moça
11-   TOPSTURVY- Trash
12-   Banda C.I.A- Vou te dizer aqui
13-   ANGRY – only eyes
14-   ELEVEN STRINGS- not the only one
15-   POLLUX E CASTOR- centopéia
16-   BLUES DRIVE MONSTER- the universe
17-   90 EM CHAMAS- o povo nas ruas
18-   MANO ROBSON- cotidiano das ruas
19-   JACK’S REVENGE- cartas marcadas
20-  AUTOBONECO+< - LESS LOVE, MORE CARE
21-   SHIMBAUS TRIO- Castanhos
22-   WE ARE PIANO – Cemetery guns
23-   MIND MOVIES – ainda não começou
24-   GARRAFA VAZIA – A Vida É Muito Bela
25-   LADO LESTE ALERTA- S.S.N
26-   GI LUERSEN – Brilha, Brilhava
27-   THE COFFEE MAKERS IS INTA HOUSE-  fumaças de cigarros
28-   EXREBANHO – base (demo)
29-   LINGUA NEGRA- Ânsia
30-   SURFACE - Outro engano
31-   RESTOS  DE ABORTO – Sonho Revolução
32-   PROTESTANTES HC – denuncie
33-   DORA – velha nova rotina
34-   CAPÂNEO - Corja de Ventríloquos
35-   JAMES RICOTSKI – GirlNextDoorIsSoFuckinHot
36-   NEGATIVE CONTROL – seja bem vindo
37-   LORD GROSELHATOR -Mankind's slaughterhouse
38-   ARTIGO DZ9- Despertar


Valeu a força, forte e grande somos nós.
Abraços, Luís Perossi
Baixe no link: http://www.mediafire.com/?5zk1izz0alnd9lh
arte feita pelo marcello kaskadura, imprima e monte o seu cd! = ) 

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

entrevista twinpines

Uma das bandas mais honestas da "cena" paulistana, o TWINPINES concedeu esta entrevista  que originariamente sairia no fanzine "meus amigos bebem muito café" (talvez ainda saia). Confira esta ideia que troquei com estes simpáticos grunges de  camisas de flanela!



1- Salve Magoo  e moçada do twinpines.
"Ainda existem bandas que se preocupam mais com a 
melodia do que com o cabelo. Ainda existem músicos que agitam no palco sem se preocupar com as fotos"
Só de ler essa frase no release de vocês lá no tramavitual, eu já me identifiquei, e acredito que ela mostre a essência da banda. Você concorda? O que de fato, importa pra vocês?
Bruno: A gente é bem consciente de que somos desprovidos de beleza, por isso a gente se dedica à música mesmo. Eu não gosto muito de soar amargo, mas infelizmente existe muita enganação por aí. E não estou falando só dos casos de grande porte, de bandas dirigidas por produtores canalhas de renome que fabricam música de plástico pra tocar no rádio e pra ter clipe lançando todo tipo de modismo que passa na estação seguinte. Até o underground está cheio de besteira, com muita gente mais preocupada com o que veste do que com a música que faz. Felizmente, também vejo muita gente boa e que também está mais focada no som que está fazendo. Mas é preciso dizer que em ambos os casos, tanto no de quem se importa mais com o visual quanto no de quem se importa mais com a música, cabe a máxima: gosto é gosto, mesmo que seja mau gosto. Cada um cada um, pra resumir bem.
Magoo - bom, eu particularmente to mais preocupado com a musica, como disse o bruno, o mercado hj se preocupa demais com a estetica de como se vestir, que cor usar,  quala estereotipo físico e modista seguir,e esquecem do principal que é a sonoridade, hj em dia o rock, principalmente no brasil se resume a moda estetica, e nao  musica e sua sonorridade, a musica ficou de lado, entao acho importante que bandas nao só como o twinpines mas muitas de outras bem elgais que existem opr ae estejam se dedicando mais ao som do que pro corte do  cabelo de seus integrantes.
Leo – A gente até que gostaria de ser mais boa-pinta, mas como deus não dá asa a cobra, a gente se preocupa mesmo é com a música! A gente gosta de tocar e a gente se juntou para fazer isso. A gente sabe que a gente não vai apelar para o penteado porque não adianta nada a gente fazer penteado bonito. A única coisa que a gente pode oferecer é o barulho que a gente pode fazer.
2-de 2003 até agora 2011, como foi e como é nadar contra a maré, cantando em ingles e fazendo musica com a alma, ao invés de fazer para a grande mídia?
Bruno: Eu só fui entrar na banda em 2009, mas acompanho a trajetória desde o começo, até porque sou amigo dos caras há muitos anos. O Twinpines sempre fez o som que queria, que gostava de fazer, e é assim que seguimos até hoje. A consequência disso é que a gente é pobre, mas pelo menos a gente se diverte e curte muito o que faz.
Magoo -  eu sempre fui movido pelo sentimento e a sonoridade das bandas que eu  gostava e  ouvia trasmitiam  e sempre quiz ter uma banda que passava esse mesmo sentimento e sonoridade, então foi natural pra mim um dia montar uma banda que tivesse essa atmosfera sonora independente do mercado atual, pra mim não importa o quão grande seja o numero de pessoas que aprecie sua musica, desde que seja verdadeiro, pra mim é gratificante tanto ouvir centenas de pessoas cantando uma musica nossa num show, quanto ver uma pessoa assoviar uma musica nossa dentro de um ônibus, o que importa é o sentimento que a musica passa, independente de estatísticas de mercado. fazer musica com o coração pra mim é mais que necessário, o resto é conseqüência da dedicação.

Leo – A gente canta em inglês porque acha que soa melhor. A gente tem consciência de que isso é nadar contra a maré, mas isso não tem nada a ver com onde a gente quer chegar. O público gosta de música em português porque dá para cantar e decorar a letra e isso faz com que as músicas fiquem mais famosas, mas não dá pra negar que ficaria uma sonoridade muito diferente. Os fonemas, os fonemas...
3-vocês citam influencias de pin ups, outra banda que sempre achei um marco na musica brasileira, que covers vcs faziam deles e  qual disco do pin ups acham mais foda? eu piro até hoje no time will burn...
Bruno: Os caras tocavam "It's your turn" e se eu não me engano "You shouldn't go away", mas já tem muito tempo isso. Capaz que a gente volte a tocar uma dessas em algum momento. Eu curto bastante Pin Ups. Foi uma banda que me marcou muito. Lembro quando vi no Lado B MTV sei lá eu quando e achei do caralho. Um tempo depois, em 2001, vi a banda abrindo pro Superchunk. Tenho a palheta que a Alê usou nesse show até hoje em algum lugar por aqui, uma Dunlop cor de rosa. Sempre digo que saí desse show sabendo que era aquele tipo de som que eu queria tocar. Mais recentemente dei uma cópia do "Niagara Falls" pro Zé Antônio. Foi uma coisa meio emocionante e tal. Eu tinha o "Jodie Foster". Acho que ainda tenho, nem sei. Ouvi pra caralho.
Magoo - sou suspeito pra falar do pin ups, sou fanzasso, acho que foi e pra mim sempre sera a melhor banda de rock alternativo que o Brasil já teve,  andei muito de skate ouvindo o lee marvin, que é meu disco preferido,  no inicio do twinpines como disse o Bruno,  a gente tocava alguns covers deles e sempre foi muito legal poder tocar musicas de uma banda que nos influenciou bastante,  eu sempre fui aos shows deles nos anos 90,  fui em muitos até perdi a conta de quantos, tenho vários ingressos guardados até hoje, alem de tudo  ter o orgulho de hoje  em dia ser amigo de cada um dos integrantes da banda.
 
4-"De Óculos no rosto e camisa de flanela no peito, o trio continua seguindo seu caminho." qual é o caminho que o twinpines vislumbra no atual horizonte?
Bruno: Eu não uso óculos. Devia, mas não uso. Enxergo mal pra caralho de longe e vivo confundindo as pessoas. Mas respondendo a sua pergunta, eu não tenho muita ideia  de direção. A gente vai dançando conforme a música. A gente estava compondo músicas novas e de repente surgiu esse projeto do EP temático, aí paramos o que estávamos fazendo pra compor as músicas do EP. Estamos bem focados na gravação dele. Já gravamos boa parte e vamos voltar pro estúdio esse mês pra continuar. Na real, tanto o que estávamos fazendo antes quanto o que estamos fazendo agora soa como Twinpines. Não mudamos nada da nossa essência. Algumas pessoas ainda não sacaram esse projeto que estamos desenvolvendo agora e fazem confusão achando que a sonoridade vai ficar mais assim ou assado. E não tem nada a ver. A única diferença é o tema das letras.

Magoo - Bom, de óculos na cara sempre ( por conta da forte miopia ) e uma boa camisa de flanela pra manter o espírito grunge vivo continuo fazendo o som que acredito, sem pensar muito  no que vai dar, claro que quero continuar tocando,  e fazendo minha musica atingir o maior numero de pessoas possíveis, mas também  é uma satisfação pessoal, uma missão interior,  sempre acreditei nisso, de fazer as coisas com o coração e com a alma, enquanto eu puder fazer isso e compartilhar com as pessoas o farei, independente de rótulos, moda ou seja lá o que for.
Leo – Tocar (e conseguir viver disso) é um desafio que a gente quer encarar. A gente sabe que não vai ser fácil e não sabe direito o que a gente tem que fazer pra dar certo. O que a gente sabe é que o cominho está sendo bem divertido e que o que a gente já fez nos satisfaz bastante. Mas a gente sempre quer mais. Tocar em outros lugares, para outras pessoas que curtam ou que queiram perguntar o porquê de a gente não ter baixista, esse tipo de coisa, é um sonho e um objetivo. É demais saber que as pessoas lembram-se de você por causa de uma música que você fez. É um orgasmo.
5- minha amiga taís, lá do sul (rio grande do sul ) pergunta "
se eles querem fazer um show particular na minha casa
*aheueauae
*deixo eles entrarem na piscina
*e faço um churrasco"
detalhe, ela é vegetariana....
Bruno: É só pagar a passagem que a gente agiliza, hein! A gente curte muito “churras” e piscina. E cerveja. Não pode faltar cerveja.

  Magoo -  é isso ai, amiga, se você pagar a passagem  e dar um colchãozinho  pra gente dormir vamos com o maior prazer , mas não se esqueça do churrasco e da cerveja, senão a piscina vai ficar sem graça, rs.


6- Já falei pro magoo, que admiro o trampo dele, seja no twinpines, seja no campo das  artes plásticas, seria possível traçar uma relação entre ambas? e onde o skate (que você também anda, Magoo) se encaixaria  na música e nas suas pinturas ?

Magoo 
-  eu  sempre andei de skate, comecei cedo, no final dos anos 80, e   foi justamente o skate que me iniciou nessa parada de rock alternativo, as primeiras bandas que ouvi desse gênero, como dinosaur jr, lemonheads e companhia foram em vídeos de skate, a partir dai eu formei um gosto muito particular pelo indie rock, e nesse meio tempo apareceu a arte, como o grafitti, e os desenhos que estampavam os skates, pra mim particularmente  tudo isso ta relacionado de uma maneira  natural, eu comecei a ouvir rock por causa das ilustrações das capas dos discos que chamavam a minha atenção, e comecei a andar de skate por causa da atitude que o esporte  apresentava alem das manobras, essa atitude se estendia pra estética, na maneira de como se vestir, que musica ouvir, e é esse sentimento que me motiva a fazer arte e tocar rock até hoje.
Bruno: Eu e o Leo também somos admiradores do trampo do Magoo. Somos fãs dele. Nós três somos muito ligados em outros tipos de arte fora música, como artes plásticas, cinema, literatura e tal. E aquilo que absorvemos desses outros campos artísticos acaba se refletindo de uma maneira ou outra na nossa música.
Leo – Não tem como desvincular uma coisa da outra, mesmo porque o nosso “produto”, um CD, ou um LP, ou qualquer coisa do gênero, envolve vários tipos de arte. Música tem ligação com literatura, que tem ligação com ilustração, que é hipertextual e etc. Tudo que a gente ouve, lê, assiste, admira e até rejeita reflete na nossa música, seja pela inclusão ou pela negação.




7- Tem sido muito comentado o projeto do ep temátco de vocês, um projeto contra a homofobia, correto? O que podem nos falar a respeito?
Bruno: Esse projeto foi aprovado num edital da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. É um EP com cinco músicas. O som, como eu disse, tem a nossa essência. Ouso até dizer que dá pra sacar uma evolução nesse material. A gente tem trampado de uma maneira bem legal, que tem funcionado bastante. Entramos em estúdio pra ensaiar músicas ainda num estágio bem inicial e vamos trocando muita ideia em cima, fazendo tomar corpo, testando possibilidades. Estou bem contente com o que temos feito. A letra de cada música desse EP trata de algum aspecto do universo LGBT, como família, romance, aceitação, superstição e fazem umas homenagens também. O EP não é exatamente um protesto dedo na cara, não é um EP de denúncia. Nosso projeto apenas trata assuntos desse universo com naturalidade. Essa é a nossa forma de se posicionar contra a homofobia. Também vamos ter convidados especiais. Já gravaram com a gente o Rafael Laguna (Capim Maluco e Orange Disaster), Vini (Ecos Falsos e Orange Disaster) e Fernando Fernandes (Some Community). Outras pessoas ainda vão gravar. Essas pessoas, além de unirem seus talentos ao nosso trampo, fazem coro com a gente contra o preconceito.

8- Quero agradecer pela atenção e simpatia de vcs, dizer que vcs sao a trilha sonora não só da minha vida, mas de muitas pessoas, e que iremos colocar uma musica de vocês no volume dois  da coletânea, queria que vcs escolhessem qual canção ou quais, e que encerrasse da forma que quiser, muito obrigado MESMO = )
Bruno: A gente é que tem que agradecer pela atenção. É muito massa saber que alguém curte nosso trampo, ainda mais alguém que ainda acredita na propagação do que julga valer a pena simplesmente porque julga valer a pena. Mantenha esse café bem fresquinho, meu chapa!
 Magoo -  bom, eu nao tomo café, mas aceito uma cerveja gelada, de resto, valeu pelo espaço e  por gostar das nossas musicas,  e nao se esqueça de agitar o churrasco na piscina!, rs
Leo – Agradecemos pela atenção!! Obrigado por nos escutar e por este espaço! Esperamos poder voltar com mais material ainda pra oferecer pra vocês e aumentar a playlist da trilha sonora da vida da galera. Venham nos visitar nos shows! E baixem o nosso disco! Abraços! (Churraaaaaaaaaaaaascoooooooooooooo + Cerveeeeeeeeeeeeejaaaaaaaaaaaaaa)
 entrevista por Luis Perossi
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